O clima junino invadiu o Centro de Aracaju na tarde desta segunda-feira, 22, com a realização do 1º Forró da Pessoa Idosa, uma programação especial do Forró Caju 2026 voltada para o público da terceira idade. A iniciativa, promovida pela Prefeitura de Aracaju, contou com a participação da Secretaria Municipal da Cultura (Secult), da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), além do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (COMDI).
A festa, embalada pelo autêntico forró nordestino, reuniu idosos em um espaço decorado especialmente para a ocasião, transformando a dança em um momento de celebração, reencontros e fortalecimento dos laços comunitários. O evento foi idealizado para oferecer acolhimento, segurança e conforto aos participantes, criando um ambiente propício para que a população idosa aproveitasse os festejos juninos, preservasse suas tradições culturais e compartilhasse memórias afetivas construídas ao longo da vida.
Mais do que uma mera programação cultural, o encontro destacou a importância da convivência social na promoção da qualidade de vida. Entre passos de dança, conversas e reencontros, os participantes encontraram um espaço para celebrar histórias, fortalecer vínculos e combater o isolamento social. A dança, elemento central da programação, também se destacou como uma forma de promoção do bem-estar físico e emocional. Além de incentivar a atividade corporal, os momentos de lazer e socialização contribuíram para a autoestima e reforçaram o sentimento de pertencimento à comunidade.
“Isso aqui é vida. A gente chega a uma certa idade, passa por alguns problemas, e se for colocar a cabeça só nessas coisas, não consegue nem se levantar. Esses encontros ajudam muito. Renovam a nossa vida”, afirmou Maria Cristina, de 65 anos.
Maria Iara, de 76 anos, ressaltou que a participação em grupos de convivência e a prática de atividades físicas contribuem diretamente para a saúde e o bem-estar. “Eu participo dos grupos de idosos, faço caminhada e estou sempre em movimento. Isso faz muito bem para a gente. Eu acordo, saio para as minhas atividades e não tenho inveja de jovem nenhum”, disse, sorrindo.
As duas também compartilharam suas ligações com o forró. Enquanto Maria Cristina aprendeu a dançar na juventude, Maria Iara teve contato com o ritmo desde a infância. Décadas depois, continuam encontrando na dança um motivo para celebrar a vida e fortalecer amizades. Iranildes Alves dos Santos, de 78 anos, elogiou a iniciativa e destacou a importância de espaços voltados à convivência e valorização da pessoa idosa. “Estou achando ótimo, maravilhoso. Eu gosto muito de forró”, afirmou, enquanto aproveitava a tarde entre amigos.
A animação foi contagiante. Aos 61 anos, Maria de Lourdes Conceição Ferreira celebrou a alegria e integração proporcionadas pelo evento. “Tá ótimo, tá bom, tá todo animado. Forró para os idosos é brincar, é um divertimento. Tem muita gente bonita. Tá tudo bom, tudo maravilhoso, é mil maravilhas”, disse. Ela relembrou como começou a dançar: “Eu aprendia em casa, vendo televisão. Dançava aos pouquinhos e agora estou aqui. Se ano que vem tiver um segundo forró, eu estarei”, garantiu.
A trilha sonora da tarde ficou por conta do cantor e sanfoneiro Mimi do Acordeon, que animou o evento com clássicos da música nordestina, transformando o espaço em um grande salão de dança. “Para mim foi uma alegria imensa ver o povo curtindo o show. Só tenho a agradecer. Parabéns aos organizadores, ao secretário Paulo Corrêa e à prefeita Emília Corrêa pelo convite”, afirmou o artista, que também se mostrou surpreso com a disposição do público.
“Que energia é essa? O pessoal botou para quebrar. Derrubou o sanfoneiro, viu? É uma energia boa demais”, brincou Mimi, elogiando a organização do evento e deixando em aberto a possibilidade de retorno em futuras edições. “Foi uma festa bonita e bem organizada. E, se Deus quiser, no ano que vem estaremos aqui novamente”, completou.
Integrando a programação do Forró Caju 2026, o 1º Forró da Pessoa Idosa reafirmou o compromisso da Prefeitura de Aracaju com a valorização da cultura popular e a promoção da inclusão social. Ao dedicar uma tarde especialmente à população idosa, a iniciativa fortaleceu o envelhecimento ativo, estimulou a convivência comunitária e garantiu que as tradições juninas continuem atravessando gerações. Entre sorrisos, abraços e muito arrasta-pé, a primeira edição do evento demonstrou que a cultura também é um instrumento de cuidado, acolhimento e construção de vínculos, mantendo viva a memória afetiva e o sentimento de pertencimento que fazem parte da identidade do povo sergipano.
Fonte: Prefeitura de Aracaju
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