Um terremoto de magnitude 7,1 sacudiu a Venezuela nesta quarta-feira (24) e espalhou temor entre moradores da capital, Caracas. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou o abalo às 22h04 GMT (19h04 de Brasília), com epicentro localizado 21 quilômetros a oeste da cidade de Morón, no litoral centro-norte venezuelano. O foco do sismo foi calculado a apenas 10 quilômetros de profundidade, característica que costuma potencializar os efeitos na superfície.
Na capital, edifícios inteiros tremeram por vários segundos e sirenes de alarme foram acionadas em diversos bairros. Testemunhas relataram que elevadores foram interrompidos automaticamente e que sistemas de detecção de incêndio dispararam em alguns condomínios comerciais e residenciais. Muitas pessoas deixaram imediatamente escritórios, apartamentos e shoppings, reunindo-se em praças e estacionamentos enquanto buscavam informações sobre possíveis réplicas.
“Foram vistas cenas de pânico em um centro comercial em Caracas”, descreveu uma correspondente internacional que acompanhava o fluxo de clientes correndo para as saídas de emergência.
As autoridades locais informaram que caminhões dos bombeiros e ambulâncias circularam pelas principais avenidas logo após o impacto inicial. Até o momento, não havia relatos confirmados de vítimas graves ou danos estruturais significativos, mas equipes de defesa civil continuavam avaliando prédios públicos, hospitais e escolas.
O tremor também foi sentido em regiões fronteiriças da Colômbia. A Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD) analisou dados oceânicos e descartou a emissão de alerta de tsunami no litoral caribenho, aliviando moradores de áreas costeiras que chegaram a considerar evacuações preventivas.
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Especialistas venezuelanos em sismologia lembram que a zona onde ocorreu o epicentro faz parte da placa do Caribe e sofre compressão constante contra a placa Sul-Americana. Embora abalos de menor magnitude sejam relativamente comuns, eventos acima de 7,0 são raros no país. O Instituto Venezuelano de Investigação Geológica recomendou que a população revise planos de evacuação domésticos e mantenha kits de emergência acessíveis em caso de novas réplicas.
Ao longo da noite, aplicativos de monitoramento registraram ao menos três tremores secundários, todos inferiores a 4,5 de magnitude. Mesmo assim, moradores preferiram permanecer em áreas abertas, aguardando orientações oficiais sobre a segurança para retornar aos edifícios. Os governos locais na região central do país reforçaram que continuarão emitindo boletins atualizados enquanto durarem as verificações.
Enquanto isso, serviços de transporte público, incluindo o metrô de Caracas, operaram com velocidade reduzida para inspeções de trilhos e túneis. A concessionária de energia estatal declarou que não houve interrupção significativa no fornecimento, embora técnicos tenham sido enviados a subestações próximas ao epicentro para checar equipamentos.
Com o susto, o tema de preparação para desastres voltou a entrar na pauta de emissoras de rádio e televisão nacionais, que dedicaram programações emergenciais a orientar a população sobre como agir em futuros tremores. Especialistas reforçam a importância de identificar saídas de emergência, manter documentos essenciais em local protegido e nunca utilizar elevadores durante um abalo.
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