Um terremoto de magnitude 7,3 sacudiu o sul do México na manhã desta sexta-feira, 17/07, espalhando apreensão por cidades de Chiapas, Oaxaca e também por vizinhos da América Central. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o epicentro ficou a cerca de 48 quilômetros da localidade de Aquiles Serdán, próximo à costa do Pacífico. O tremor ocorreu pouco antes das 9h00 no horário local (12h00 em Brasília) e teve profundidade considerada rasa, o que ajuda a amplificar os abalos sentidos na superfície.
A intensidade foi suficiente para fazer prédios balançarem em Tuxtla Gutiérrez, capital de Chiapas. Moradores correram para as ruas em busca de segurança, enquanto sirenes soaram e o fornecimento de energia oscilou em alguns bairros. Na cidade, onde as construções altas são raras, houve relatos de pânico momentâneo, mas nenhuma vítima foi registrada, segundo autoridades estaduais.
O impacto também foi percebido em Oaxaca, na Guatemala e em El Salvador, embora com menor força nestes dois últimos países. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) emitiu imediatamente um alerta de tsunami para o litoral do Pacífico mexicano, recomendando que moradores e turistas evitassem áreas de praia até nova avaliação. A Marinha mexicana reforçou o aviso e colocou equipes de prontidão ao longo da costa.
Pouco depois do evento principal, o serviço sismológico mexicano detectou duas réplicas significativas, de magnitudes 6,8 e 5,1. Essas ocorrências secundárias fizeram edifícios voltarem a tremer, mas também não causaram danos graves.
“Conversei com os governadores de Chiapas e Tabasco, estados que até agora não relataram nenhum dano. Protocolos estão sendo ativados nos estados vizinhos”, informou a presidente Claudia Sheinbaum na rede social X.
Em outra postagem, ela acrescentou:
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“Autoridades dos três níveis de governo estão realizando visitas às áreas afetadas para avaliar possíveis danos estruturais e coordenar medidas preventivas.”
Equipes de proteção civil, Exército e Cruz Vermelha iniciaram inspeções em rodovias, pontes e hospitais. Até o momento, não há registros de feridos ou colapsos estruturais relevantes. Especialistas explicam que a região faz parte do chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, zona de intensa atividade tectônica onde placas se chocam e liberam grandes quantidades de energia.
Apesar da magnitude elevada, fatores como a profundidade do epicentro e a distância em relação a grandes centros urbanos contribuíram para limitar o impacto. Ainda assim, engenheiros recomendam que prédios sejam avaliados antes da volta à rotina — especialmente construções antigas ou erigidas sem atualização das normas sísmicas.
O alerta de tsunami permanece em vigor para trechos costeiros de Chiapas e Oaxaca até que medições definitivas do nível do mar confirmem a ausência de ondas perigosas. Caso o mar recue repentinamente, especialistas orientam a população a se dirigir imediatamente para áreas altas e a aguardar instruções das autoridades.
Em centros escolares, as aulas foram suspensas no turno matutino para inspeção de estruturas. Aeroportos de cidades próximas operam com monitoramento reforçado, mas sem interrupção de voos.
A experiência reforça a importância dos simulados de evacuação e dos planos de contingência. Mesmo sem vítimas, o episódio serve de lembrete sobre a vulnerabilidade da região e a necessidade de manter kits de emergência acessíveis, rotas de fuga definidas e comunicação rápida entre instituições locais, estaduais e federais.
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