Pelo menos 164 pessoas morreram na Venezuela após dois fortes terremotos sacudirem o país na noite de 24 de junho. O balanço foi apresentado na manhã de 25 de junho pela presidente Delcy Rodríguez, que também confirmou mais de mil feridos e a presença de vítimas sob os escombros de prédios e casas que cederam com a força dos tremores.
De acordo com as autoridades locais, os abalos registraram magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter. Os sismógrafos identificaram mais de 20 réplicas nas horas seguintes, elevando o nível de alerta em diversas regiões e dificultando o trabalho das equipes que atuam na remoção de destroços.
Em pronunciamento à nação, Delcy Rodríguez informou que será constituído um fundo emergencial de US$ 200 milhões. O aporte, proveniente de recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI), deverá ser destinado à reconstrução de infraestrutura essencial, como pontes, estradas e unidades de saúde atingidas pelos sismos.
Embora o governo tenha divulgado o número oficial de óbitos, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) advertiu que o total de vítimas pode aumentar substancialmente. Segundo o órgão, o cenário mais grave projeta entre 10 mil e 100 mil mortes, a depender da extensão dos danos estruturais e da velocidade no resgate das pessoas ainda soterradas.
Estatísticas preliminares apontam que bairros inteiros sofreram colapso parcial ou total de construções. Moradores relataram apagões, falhas no fornecimento de água e dificuldades de comunicação logo após os tremores principais. Ruas permanecem bloqueadas por destroços, enquanto hospitais relatam sobrecarga no atendimento a feridos.
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O Executivo venezuelano decretou estado de emergência para agilizar a mobilização de recursos humanos e materiais. A medida também permite a instalação de abrigos temporários para famílias que perderam suas residências e libera procedimentos de compra sem licitação para itens de primeira necessidade.
Além do apoio financeiro, o governo anunciou que técnicos irão avaliar a estabilidade de prédios públicos e privados antes da retomada das atividades. Escolas, repartições e estabelecimentos comerciais em zonas de risco permanecem fechados até nova orientação.
Rodríguez salientou que a prioridade é localizar sobreviventes e garantir atendimento médico. A presidente reiterou que relatórios diários sobre vítimas e danos serão divulgados à medida que as equipes avançarem nos trabalhos de busca e remoção de escombros.
Os tremores, considerados os mais intensos na região em décadas, foram sentidos em várias capitais estaduais e chegaram a balançar edifícios na capital Caracas. Alertas sísmicos continuam em vigor, e a população foi orientada a permanecer atenta às comunicações oficiais para instruções de segurança.
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