O advogado Tiago Pitthan, de 49 anos, faleceu no domingo, 5 de julho, em Campo Grande (MS), vítima de um adenocarcinoma gástrico em estágio avançado. Ele estava internado para cuidados paliativos desde que a equipe médica constatou metástases no intestino e no peritônio, impossibilitando cirurgia curativa.
A notícia da morte foi divulgada pelos familiares nas redes sociais. Horas antes de partir, Pitthan deixou um vídeo de despedida no qual reafirmou a serenidade com que encarava a doença.
“Estou em paz. Minha vida valeu muito a pena”,
declarou o advogado, transmitindo uma mensagem de gratidão a amigos e parentes.
Em 30 de maio, Tiago ganhou atenção nacional ao realizar um “velório em vida”. O evento teve apresentações de samba, rock e bossa nova e reuniu dezenas de pessoas em um salão na capital sul-matogrossense. O objetivo, segundo ele, era participar do próprio momento de despedida para ouvir as histórias de quem o acompanhou ao longo dos anos, sem o clima fúnebre tradicional.
“Quero celebrar minha história enquanto posso agradecer pessoalmente a cada um”,
explicou, na época, ao justificar a atitude incomum que recebeu elogios pela leveza diante de um tema tão delicado.
O diagnóstico do câncer ocorreu em março de 2024. Desde então, Pitthan se submeteu a sessões de quimioterapia e imunoterapia voltadas ao controle de sintomas e melhoria da qualidade de vida. Mesmo debilitado, manteve uma lista de desejos pessoais: aprendeu a tocar guitarra e teve a experiência de saltar de paraquedas, atividades que compartilhava em vídeos motivacionais.
O velório será realizado HOJE, segunda-feira, 6 de julho, no Memorial Park, em Campo Grande, seguindo diretrizes deixadas pelo próprio advogado para que o encontro seja um momento de música e confraternização. Em comunicado, a família reforçou:
“Ele pediu que todos se unissem, se abraçassem e celebrassem a amizade.”
Reconhecido pela habilidade em mediações cíveis, Tiago Pitthan atuava na advocacia havia mais de duas décadas. Colegas de profissão destacam o caráter conciliador e a capacidade de transformar desafios pessoais em inspiração coletiva. Sua iniciativa de promover o velório em vida reacendeu debates sobre a forma de lidar com o luto e a finitude, convertendo o episódio em exemplo de autonomia e humanização de práticas funerárias.
Com a despedida marcada para HOJE, amigos, clientes e entidades jurídicas prometem homenagens ao profissional que, até o fim, defendeu o direito de celebrar a própria trajetória.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.




