Os amantes da astronomia já podem marcar o calendário: o mês de agosto reservará dois espetáculos celestes, um de cada tipo. O primeiro será um eclipse solar parcial em 12/08, visível apenas no hemisfério Norte. Quinze dias depois, entre 27 e 28/08, será a vez de um eclipse lunar penumbral totalmente perceptível em todo o Brasil, proporcionando um raro “combo” de observação para quem curte olhar para o céu.
De acordo com o portal especializado timeanddate, o eclipse solar começará na madrugada do dia 12 (horário de Brasília) e terá duração aproximada de cinco horas. Sua sombra percorrerá regiões da América do Norte, do Ártico e da Groenlândia. Para observadores nessas áreas, será fundamental o uso de filtros apropriados, já que olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode causar sérios danos à visão.
“O eclipse poderá ser visto em sua fase penumbral por 44,41% da população mundial”, informa a plataforma que monitora fenômenos astronômicos.
O destaque para o público brasileiro, no entanto, virá na virada de 27 para 28/08. O eclipse lunar começará por volta das 22h (horário de Brasília) e se estenderá até aproximadamente 4h da manhã. Serão 5 horas e 38 minutos de passagem da Lua pela penumbra da Terra, proporcionando uma sutil redução no brilho natural do satélite. Diferentemente dos eclipses totais, em que a coloração avermelhada chama atenção, o evento penumbral costuma ser mais discreto, exigindo céu limpo e observação atenta para notar o escurecimento.
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A totalidade da passagem lunar será visível em toda a América do Sul, América Central, partes da América do Norte e também na Groenlândia. Observadores em cidades brasileiras de todos os fusos conseguirão acompanhar o fenômeno do início ao fim, sem necessidade de equipamentos específicos; binóculos ou telescópios, contudo, podem realçar detalhes da superfície lunar durante o evento.
A coincidência de um eclipse solar e outro lunar no mesmo mês não é casual. Esses fenômenos normalmente acontecem em pares, separados por cerca de duas semanas, quando Sol, Terra e Lua alinham-se em planos semelhantes. Astrônomos lembram que, mesmo sendo comuns em escala global, tais eventos nem sempre ficam acessíveis a um mesmo ponto do planeta, o que torna agosto uma oportunidade singular para seguir a sequência completa.
Quem pretende fotografar a Lua na madrugada de 27/08 pode recorrer a exposições mais longas ou a uso de tripé para compensar o brilho reduzido e captar detalhes. Já para quem estará no hemisfério Norte em 12/08, óculos de filtro solar certificado são obrigatórios. Em ambos os casos, vale consultar a previsão do tempo e buscar locais com pouca poluição luminosa para melhorar a experiência.
As próximas oportunidades semelhantes ocorrerão apenas em 2027, segundo projeções de agências internacionais de monitoramento do céu. Até lá, agosto servirá de aquecimento para novos encontros com a dinâmica entre Sol, Terra e Lua, reforçando o fascínio milenar que os eclipses exercem sobre a humanidade.
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