Atenção redobrada na Região Sul. Nesta quinta-feira (2) o Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta de perigo para temporais provocados pela passagem de uma frente fria. O fenômeno atinge sobretudo o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com possibilidade de raios, granizo e rajadas acima de 80 km/h.
No centro-norte gaúcho e no sul catarinense, o volume de chuva pode ultrapassar 100 mm em apenas 24 horas, cenário que eleva o risco de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos em áreas de encosta. Defesa Civil estadual e municipal reforçam orientação para que moradores acompanhem os boletins oficiais e evitem áreas alagadas.
O deslocamento da frente fria abre caminho para uma massa de ar polar, responsável por derrubar os termômetros já no decorrer desta sexta-feira (3). A previsão indica geada e valores negativos na Serra Catarinense, além de mínimas próximas de 0 ºC em pontos elevados do Rio Grande do Sul. No Paraná, a chuva ainda aparece no sul e no sudoeste do Estado antes da estabilização do tempo.
Nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, o cenário é completamente diferente. O predomínio de céu aberto favorece a queda da umidade relativa do ar, que pode baixar de 20% em Goiás e Mato Grosso. Especialistas alertam para os cuidados básicos em períodos de secura prolongada: hidratação constante, evitar exercícios físicos nas horas mais quentes do dia e reforçar a atenção com crianças e idosos.
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Uma nova frente fria avança pelo oceano e, na sexta-feira, aumenta a chance de chuva isolada no litoral do Rio de Janeiro e do leste paulista, além de reduzir temporariamente as máximas nessas áreas. Minas Gerais e Espírito Santo seguem com tempo firme e ensolarado.
No Norte, o calor e a umidade continuam estimulando pancadas de chuva com trovoadas no Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará. Em contrapartida, o Tocantins permanece sob influência de ar mais seco, mantendo o tempo estável e índices de umidade baixos à tarde.
Já o Nordeste apresenta dois cenários distintos: interior com tempo seco e altas temperaturas, enquanto a faixa litorânea entre Rio Grande do Norte e Bahia registra chuvas rápidas, resultado do transporte de umidade vinda do oceano.
Especialistas lembram que a combinação de solo encharcado, ventos fortes e temperatura em queda oferece risco adicional de transtornos. Moradores de áreas vulneráveis devem redobrar a atenção e, em caso de emergência, acionar os órgãos de defesa civil locais.
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