O roteiro se repetiu pela terceira edição consecutiva da Copa do Mundo. A seleção responsável por eliminar o Brasil no torneio anterior voltou a fracassar na tentativa de avançar na competição seguinte. Desta vez, a protagonista do tropeço foi a Croácia, que havia despachado a equipe verde-amarela nas quartas de final do Catar, em 2022, mas parou nos recém-criados 16-avos de final de 2026.
O fenômeno ganhou força em 2018, quando a Alemanha, algoz brasileiro na histórica semifinal de 2014, surpreendeu negativamente e deixou o Mundial ainda na fase de grupos. A então campeã mundial ficou em último lugar do Grupo F, somando apenas uma vitória e duas derrotas:
Alemanha 0 x 1 México
Alemanha 2 x 1 Suécia
Alemanha 0 x 2 Coreia do Sul
Quatro anos depois, no Catar, o enredo se manteve. A Bélgica, que havia tirado o Brasil nas quartas de 2018, também não passou da primeira fase. Mesmo com o status de terceira colocada na Rússia, os belgas registraram apenas quatro pontos, resultado de um triunfo, um empate e uma derrota:
Bélgica 1 x 0 Canadá
Bélgica 0 x 2 Marrocos
Bélgica 0 x 0 Croácia
Em 2026, o público voltou a testemunhar a continuidade da curiosa sequência. A Croácia somou duas vitórias e uma derrota no Grupo E — bateu Panamá e Gana, mas caiu diante da Inglaterra — e avançou à nova etapa de mata-mata. No entanto, a equipe xadrez não resistiu a Portugal. Saiu na frente, mas levou a virada nos acréscimos e perdeu por 2 a 1, despedindo-se precocemente do torneio.
Os resultados da campanha croata foram:
Inglaterra 4 x 2 Croácia
Panamá 0 x 1 Croácia
Croácia 2 x 1 Gana
Portugal 2 x 1 Croácia
Com isso, a estatística chama a atenção dos torcedores: desde 2014, nenhuma seleção que eliminou o Brasil conseguiu ir além da etapa seguinte do Mundial subsequente. Analistas já apontam questões físicas, mudanças de comando técnico e o peso de expectativas como fatores que podem explicar a dificuldade de repetir a performance, mas o dado também alimenta o folclore do futebol internacional.
Enquanto isso, o Brasil, eliminado pela Croácia há quatro anos, segue vivo na atual edição e observa à distância o destino de suas ex-algozes. Para muitos brasileiros, a queda precoce dos adversários serve como pequena revanche emocional, embora, na prática, nada garanta que o desempenho da Seleção repetirá as glórias do passado. Resta ao torcedor acompanhar os próximos capítulos e descobrir se, em 2030, o ciclo vai se manter.
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