Vinte e quatro horas depois da queda do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti quebrou o silêncio e falou publicamente sobre o revés que encerrou, de forma precoce, a campanha brasileira no torneio. A derrota por 2 a 1 para a Noruega, no domingo, marcou a pior participação do país em Mundiais desde 1990 e manteve a invencibilidade dos escandinavos diante da Seleção.
“Hoje a dor é grande. Mas a confiança no que estamos construindo não muda. Vamos seguir trabalhando pela nossa Seleção. Sempre juntos. Sempre Brasil!”
O treinador italiano publicou a mensagem em sua conta no Instagram na manhã desta segunda-feira, 06/07. Embora o sentimento de frustração esteja evidente, Ancelotti reforçou que o projeto iniciado quando assumiu o comando permanece intacto. Ele tem contrato até 2030, ano em que será disputada a Copa do Mundo em seis países de três continentes: Argentina, Uruguai, Paraguai, Marrocos, Espanha e Portugal.
A delegação brasileira começa a deixar os Estados Unidos nesta terça-feira, 07/07, retornando ao Rio de Janeiro. Ancelotti, no entanto, não estará no voo. Ele deixou o hotel em Basking Ridge, Nova Jersey, ainda nesta segunda, acompanhado de parte de sua comissão técnica, para alguns dias de descanso. O destino imediato é Vancouver, no Canadá, onde mantém residência. A reapresentação no Rio está prevista para o fim de julho, quando terá início o novo ciclo de preparação.
Mesmo fora do Mundial, 2026 ainda reserva compromissos importantes. A Confederação Brasileira de Futebol planeja anunciar a próxima convocação na primeira quinzena de setembro. Entre 21 de setembro e 6 de outubro ocorre a primeira Data Fifa do pós-Copa, período em que o Brasil enfrentará a Austrália, em dois amistosos marcados para 25 e 29 de setembro, na Oceania. Existe, ainda, a possibilidade de mais duas partidas na região e um jogo extra na Ásia, dependendo de ajustes logísticos.
Nas entrevistas concedidas após a eliminação, Ancelotti antecipou que pretende testar “novas ideias” já nesses encontros. A comissão técnica destacou que jovens talentos observados na base podem ganhar espaço, enquanto jogadores experientes deverão ser avaliados individualmente em relação à condição física e motivação para o ciclo que culminará em 2030.
Embora a queda recente tenha alimentado críticas, a direção da Seleção entende que a continuidade do trabalho é essencial para consolidar metodologia, renovar o elenco de forma gradual e evitar mudanças bruscas que marcaram outros ciclos. A longa duração do contrato de Ancelotti foi pensada justamente para oferecer estabilidade.
Enquanto o treinador descansa no Canadá, a equipe de análise de desempenho já compila dados da campanha nos Estados Unidos. A ordem é identificar erros recorrentes, especialmente na criação de jogadas e na recomposição defensiva, apontados como fatores decisivos no confronto com a Noruega. Esses relatórios serão apresentados ao comandante na volta ao Brasil.
Com isso, a Seleção inicia imediatamente a reconstrução de sua identidade em campo. A Copa de 2030, ainda distante, tornou-se o grande objetivo. Até lá, haverá Eliminatórias Sul-Americanas, Copa América, Jogos Olímpicos de 2028 e inúmeras datas Fifa. Para Ancelotti, cada etapa desse calendário será oportunidade de fortalecer a mentalidade competitiva e recolocar o Brasil no topo do futebol mundial.
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