A eliminação do Brasil para a Noruega por 2 a 1, neste domingo (05/07), nas oitavas de final da Copa do Mundo, encerrou a caminhada da seleção em 2026 e abriu espaço para reflexões. Logo após o apito final, o técnico Carlo Ancelotti concedeu entrevista coletiva, falou sobre a decisão de escalar Bruno Guimarães para a cobrança de pênalti desperdiçada no primeiro tempo e assegurou que a derrota deve servir de ponto de partida para um novo ciclo.
“Fizemos uma estatística de um ano para os nossos jogadores. O melhor batedor era Raphinha. Dos que estavam em campo, o melhor era Neymar, mas ele estava no banco, depois Igor Thiago — também no banco —, em seguida Bruno Guimarães e, depois, Martinelli. Escolhemos o Bruno porque entendemos que, entre os titulares naquele momento, ele era o melhor”, explicou o treinador.
Ancelotti evitou atribuir a eliminação a um único lance. O comandante lembrou que o time criou oportunidades antes e depois do pênalti, mas não conseguiu transformar a superioridade em gols. A Noruega, por sua vez, foi cirúrgica: Haaland apareceu duas vezes, ambas decisivas, selando a classificação europeia já na segunda etapa. Nos acréscimos, Neymar — que saíra do banco — diminuiu de pênalti, insuficiente para manter vivo o sonho do hexa.
Questionado se a seleção subestimou o adversário, o italiano negou:
“Este elenco tinha condição de brigar pelo título. O problema era a pressão alta: eles recuavam muitos jogadores e correr o risco de ficar mano a mano seria perigoso. Precisávamos equilibrar posse de bola com segurança defensiva.”
No aspecto emocional, Ancelotti insistiu que a experiência deve fortalecer o grupo.
“O futebol é feito de alegrias e tristezas. Temos de controlar a frustração, seguir trabalhando, buscar novas ideias. Estou acostumado a lidar com derrotas e sei que este elenco vai responder”, afirmou.
Sobre o futuro de Casemiro, que cogita aposentadoria da seleção antes de 2030, Ancelotti apontou a renovação como inevitável. O treinador pretende ampliar espaço para volantes mais jovens, mas frisou que a camisa 5 continuará exigindo consistência tática e liderança.
Em campo, as estatísticas confirmaram o retrato oferecido pelo técnico: o Brasil finalizou mais (14 a 8), porém viu os noruegueses controlarem a posse (57% a 43%). A diferença de efetividade fez a festa dos cerca de 15 mil torcedores escandinavos presentes no estádio.
Com a eliminação, a Confederação Brasileira de Futebol volta as atenções às Eliminatórias Sul-Americanas, marcadas para começar em setembro. Ancelotti garantiu que permanecerá no comando e que o trabalho para a reconstrução será imediato.
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