Na véspera do confronto que abrirá a fase de 16 avos de final da Copa do Mundo para a Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti optou por manter o suspense sobre quem começará jogando contra o Japão. O duelo está marcado para esta segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília, meio-dia no horário local), no climatizado NRG Stadium, em Houston, no Texas (EUA). Apesar da insistência dos repórteres, o comandante italiano não entregou a formação titular.
“Para o jogo de amanhã precisamos de muitas coisas: mente, coração, ideia clara. Temos que estar preparados para tudo que pode acontecer numa eliminatória, e numa eliminatória pode acontecer muitas coisas. O time está preparado, motivado, tem confiança e foi bem nos últimos dois jogos”, afirmou Ancelotti.
O mistério faz parte da estratégia. Nos bastidores, comenta-se que o técnico cogita repetir, pela primeira vez desde que assumiu a equipe há pouco mais de um ano, o mesmo onze inicial que goleou a Escócia por 3 a 0, na última quarta-feira (24). Caso confirme a tendência, o Brasil viria a campo com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Rayan, Matheus Cunha e Vinicius Júnior.
Provocado sobre a mobilidade ofensiva demonstrada diante dos escoceses, Ancelotti elogiou o trio que sustentou o setor criativo.
“A posição de [Matheus Cunha] no último jogo nos deu vantagem porque não é uma posição tão bem definida em campo. É muito importante mudar de posição para não dar muita referência para a equipe rival. Os três [Bruno, Paquetá e Cunha] fizeram um jogo muito bom nos últimos dois jogos neste aspecto”, comentou.
Bem-humorado, o italiano justificou a decisão de só divulgar a escalação minutos antes do apito inicial.
“Não quero dar a escalação. Não quero que vocês fiquem tranquilos. Vou pensar na escalação perfeita para amanhã. Se eu der a escalação agora, vocês vão ficar tranquilos. Tenho que pensar em vocês também”, brincou.
Questionado se o suspense tiraria o sono dos atletas, respondeu com ironia:
“Ia dormir. Você pensa que o jogador não dorme bem? Habitualmente, o jogador que vai jogar sabe. O jogador que não vai jogar, não sabe. É uma conversa individual. Mas o jogador dorme muito bem. Melhor do que um treinador”.
Outro ponto de interesse é Neymar. O camisa 10, que atuou os 15 minutos finais contra a Escócia após quase um mês em recuperação de lesão muscular, ainda não tem presença garantida entre os titulares.
“Neymar está evoluindo muito bem, está progredindo. Creio que na última semana ele evoluiu muito, uma pena que não pôde treinar o tempo inteiro que esteve conosco. Pode jogar 15 minutos, obviamente está bastante bem. Depende do contexto do jogo de amanhã e da evolução da partida”, explicou o técnico.
Com sete vitórias seguidas desde o início da Copa e sem sofrer gols nos últimos três compromissos, o Brasil chega confiante para o mata-mata. O Japão, por sua vez, aposta na velocidade de seus atacantes e na organização tática que lhe rendeu a classificação antecipada no grupo. O vencedor enfrentará quem avançar do duelo entre México e Dinamarca.
Sem revelar pistas, Ancelotti concentra os últimos ajustes no treino fechado desta noite, também em Houston. Torcedores aguardam ansiosos para descobrir apenas na divulgação oficial, pouco antes da partida, qual será a tão comentada formação que tentará conduzir a Amarelinha às oitavas de final.
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