O técnico Carlo Ancelotti confirmou, em entrevista concedida na quinta-feira (2), que Neymar está fisicamente pronto para disputar os 90 minutos do confronto entre Brasil e Noruega, marcado para o próximo domingo (5) pelas quartas de final da Copa do Mundo. A declaração renova o otimismo em torno do camisa 10, que vem sendo utilizado de forma controlada desde a recuperação de lesão.
“Sim. Ele pode jogar 90 minutos”, declarou Ancelotti, reforçando que o atacante se encontra em plena condição física.
Segundo o treinador, Neymar demonstra profissionalismo exemplar no dia a dia. Embora o astro não fique satisfeito ao iniciar no banco, tem cumprido à risca o planejamento de treinos de alta intensidade e respeita as decisões da comissão técnica. “Ele tem experiência para manejar o ritmo da partida. Quando eu entender que a equipe precisa dele, vou colocá-lo”, frisou o italiano.
Ancelotti também avaliou o desafio contra a Noruega. O técnico enalteceu a organização defensiva do adversário e destacou a ameaça representada por Erling Haaland.
“A Noruega é uma boa equipe, com bons jogadores. Haaland é um dos melhores do mundo. Sempre é difícil, mas estamos confiantes de que faremos um bom jogo”, observou.
Questionado sobre o brilho de Vinicius Júnior, o treinador pontuou que o sucesso do ponta se deve a uma combinação de talento e humildade. No entanto, ele defendeu que o Brasil não dependa de um único craque.
“A torcida precisa de um craque. Mas aqui, na seleção, nós precisamos de jogadores de alto nível que ajudem o coletivo”, afirmou.
A preparação para o mata-mata inclui a gestão de desfalques. Lucas Paquetá ainda necessita de mais tempo de recuperação, enquanto Raphinha apresenta evolução e pode ficar à disposição em breve. Para Ancelotti, o elevado ritmo do futebol contemporâneo aumenta o risco de lesões, mas a lista de 26 convocados garante substitutos à altura.
“Por sorte Raphinha está se recuperando. Paquetá precisará de um pouco mais de tempo. Isso faz parte do futebol, porque a intensidade agora é muito alta”, comentou.
Com mais de 1.400 partidas dirigidas na carreira, Ancelotti afirmou manter a serenidade diante da pressão popular. Ele classificou a função de treinador como o elo mais vulnerável do esporte.
“O êxito é dos jogadores e a culpa é do treinador; por isso é o lado mais débil”, resumiu.
O comandante ainda projetou o futuro da Seleção, citando jovens como Endrick, Estêvão, Militão e Rodrygo como peças prováveis em 2030. Para ele, o talento brasileiro segue abundante, mas hoje precisa vir acompanhado de profissionalismo, preparo físico e sólida compreensão tática.
“Há 30 anos o talento era suficiente para vencer. Hoje é preciso apoiar o talento com seriedade, caráter e conhecimento, para que ele faça diferença”, concluiu.
Com Neymar liberado para atuar durante toda a partida, a equipe busca confirmar o favoritismo no domingo e avançar à semifinal do Mundial.
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