O técnico Carlo Ancelotti manteve o já habitual clima de suspense sobre a escalação da seleção brasileira que enfrenta a Noruega, às 17h (de Brasília), neste domingo (5), em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A principal interrogação está na vaga de Lucas Paquetá, afastado por lesão muscular na coxa esquerda sofrida na vitória por 2 a 1 diante do Japão, em 29/06, em Houston.
Durante a entrevista coletiva concedida neste sábado (4), o treinador italiano deixou escapar indícios de que Gabriel Martinelli desponta como o favorito para iniciar o duelo. Ao descrever o perfil exigido para ocupar o setor, Ancelotti mencionou duas vezes o atacante do Arsenal, autor do gol que assegurou os três pontos sobre os japoneses.
“Precisamos de um jogador que ajude na recomposição pelo lado esquerdo quando estamos sem a bola, função que o Paquetá vinha executando. Martinelli e Danilo [Santos] podem entregar essa consistência. Com a bola, o ocupante da posição deve atuar como meia por dentro. Às vezes, Vinícius [Júnior] pode fazer isso e, nesse caso, Douglas Santos avança. Em outras situações, é Martinelli quem cumpre o papel”, explicou o comandante.
Ancelotti ressaltou que a escolha envolve mais do que nomes: passa pelo equilíbrio tático para evitar espaços durante a fase ofensiva. Ele citou ainda Matheus Cunha e Ederson como alternativas que oferecem características diferentes para a engrenagem coletiva.
Outra novidade positiva é o retorno de Raphinha à lista de relacionados. O camisa 11 havia sofrido lesão no músculo posterior da coxa direita na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, ainda na fase de grupos, na Filadélfia, e cedeu lugar a Rayan nas partidas seguintes. Recuperado após permanecer em Nova Jersey para tratamento intensivo, o atacante treinou normalmente com o grupo na sexta-feira (3) e foi liberado para integrar o banco de reservas.
“O Raphinha evoluiu muito bem. Ainda não está a 100%, mas já pode entrar durante o jogo por alguns minutos. Estamos contentes porque ele é importante para a equipe”, destacou Ancelotti.
Questionado sobre a progressão exibida pelo Brasil ao longo do torneio, o técnico recorreu ao bom humor e distribuiu notas às apresentações: 5 contra o Marrocos, 6,5 diante do Haiti, 7 frente à Escócia e 7,5 no triunfo sobre o Japão. “Aprovados”, brincou, rindo.
A definição oficial do substituto de Paquetá e a confirmação se Raphinha ganhará minutos ficarão para instantes antes de a bola rolar. Até lá, Ancelotti deve manter o mistério que tem marcado a campanha brasileira no Mundial.
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