Na véspera do duelo que decide vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti deixou claro que encara o confronto entre Brasil e Japão, marcado para esta segunda-feira (29), em Houston, como uma verdadeira decisão. Segundo o treinador, a delegação brasileira trabalhou todos os cenários possíveis para não ser surpreendida pelos ‘Samurais Azuis’.
“A equipe está concentrada, motivada, preparada para tudo o que pode acontecer amanhã: prorrogação, pênaltis. Este jogo é como uma final”, afirmou Ancelotti neste domingo (28).
O italiano reforçou a necessidade de combinar disciplina tática com intensidade emocional. “Precisamos de mente, coração e ideias claras. É um mata-mata, então cada detalhe conta”, observou. Ele destacou que jogadores experientes, acostumados a partidas eliminatórias, dão ao grupo a segurança necessária para encarar a pressão de uma Copa.
O respeito ao adversário também foi tema da coletiva. Ancelotti elogiou a organização japonesa e recordou o amistoso de 2025, quando o Brasil saiu derrotado por 3 a 2. Para o técnico, o revés serviu de alerta sobre o nível de competitividade da equipe asiática.
“Foi uma boa experiência para perceber que enfrentávamos uma seleção muito competitiva. Hoje, não existe mais time desorganizado; todos estudam e evoluem”, analisou.
Questionado sobre a utilização de Neymar, o comandante adotou cautela. O camisa 10, recuperado fisicamente, está à disposição, mas sua participação dependerá do desenvolvimento do jogo. “Ele está bem, mas preciso avaliar o contexto e a evolução da partida”, explicou.
Ao lado do treinador, o capitão Marquinhos reforçou que o grupo chega mais confiante à fase de mata-mata, apesar de admitir que o Japão desembarcou nos Estados Unidos embalado pelos bons resultados recentes.
“Talvez não tenhamos vindo na nossa melhor fase, mas evoluímos. Entramos no mata-mata com mais confiança do que no início da competição”, ponderou o zagueiro.
A preparação para o encontro incluiu treinos específicos de cobranças de pênalti e ajustes defensivos para conter a velocidade japonesa pelos lados do campo. No ataque, Ancelotti deve manter a estrutura que utilizou na etapa de grupos, com Vini Jr. e Rodrygo abertos e Richarlison centralizado, embora não descarte alterações caso o jogo exija.
Com 100% de aproveitamento na primeira fase, o Brasil chega empolgado, mas consciente de que qualquer vacilo pode ser fatal em partida eliminatória. Do lado japonês, a classificação veio com duas vitórias e uma derrota, desempenho que consolidou a confiança de um elenco jovem e disciplinado.
O pontapé inicial está previsto para as 18h (horário de Brasília). Quem avançar medirá forças com o vencedor de Espanha x Costa do Marfim nas oitavas. Até lá, Ancelotti aposta na mistura de experiência e talento para transformar preparo em resultado positivo. “Temos confiança”, resumiu o treinador, antes de encerrar a coletiva.
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