A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu, nesta sexta-feira, 17 de julho, a importação de todos os medicamentos fabricados pela empresa francesa Excelvision, conhecida pelos colírios e géis oftálmicos que fornece a diversas marcas ao redor do mundo. A determinação foi publicada no Diário Oficial da União e tem caráter imediato.
De acordo com o órgão regulador, a interrupção vale para qualquer remessa que saia da linha de produção da fabricante em questão, enquanto durar a investigação sobre possíveis falhas nas boas práticas de fabricação. A providência é classificada como medida preventiva, adotada para impedir que produtos potencialmente inseguros cheguem ao mercado brasileiro.
“As medidas preventivas foram publicadas no Diário Oficial da União e buscam evitar a entrada dos produtos no país”, enfatizou a agência em nota oficial.
Mesmo nunca comercializado em território nacional, o colírio Zonidra, também produzido pela Excelvision, teve seu embarque proibido. O medicamento possui registro válido no Brasil, mas estava sem distribuição efetiva até o momento da suspensão.
Outros dois produtos populares entre consumidores brasileiros, os colírios Hyabak e Thealiz Duo, foram igualmente impactados. Segundo a Anvisa, estão suspensos todos os lotes produzidos a partir de 5 de junho nas instalações da empresa. A orientação é que pacientes, clínicas e farmácias façam a conferência imediata dos rótulos.
“A orientação aos consumidores é que não façam uso dos produtos, verifiquem a rotulagem para checar o local de fabricação e entrem em contato com a empresa”, alertou a autarquia.
O gatilho para a decisão brasileira foi o relatório da Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos da França (ANSM). Durante inspeção recente na sede da Excelvision, a autoridade francesa identificou descumprimento de normas básicas de controle de qualidade, emitindo na sequência um alerta sanitário internacional. Quando um país integrante do sistema de cooperação divulga irregularidades dessa natureza, os demais são aconselhados a adotar providências alinhadas aos riscos apontados.
No Brasil, a interrupção da importação perdurará até que a fabricante comprove conformidade com todos os requisitos técnicos exigidos pela legislação. Caso consumidores encontrem lotes proibidos em prateleiras, a recomendação é suspender o uso e comunicar imediatamente a farmácia e a própria Anvisa, por meio do sistema de vigilância sanitária regional.
Profissionais de saúde que utilizam os produtos em ambiente clínico ou hospitalar também foram orientados a revisar estoques e fazer substituição por alternativas regularizadas. Embora, até o momento, não existam relatos de eventos adversos graves associados aos lotes mencionados, o órgão regulador reforça que a prevenção é prioridade diante de possíveis falhas de esterilidade ou contaminação.
Importadores e distribuidores serão comunicados individualmente sobre a necessidade de recolher unidades já internalizadas, enquanto a Excelvision terá de apresentar um plano de ação corretivo. A empresa ainda não divulgou posicionamento público sobre as conclusões da inspeção.
Consumidores que precisarem de orientação adicional podem recorrer aos canais de atendimento da Anvisa, acessíveis por telefone ou formulário eletrônico. As linhas permanecem abertas para tirar dúvidas, registrar denúncias e receber relatos de eventuais reações adversas.
Até que as adequações sejam comprovadas pela indústria francesa, o mercado nacional de oftalmologia trabalhará com o monitoramento redobrado e, se necessário, com a redistribuição de colírios de outros fabricantes para evitar desabastecimento.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.








