A campanha da Argentina na Copa do Mundo de 2026 ganha um capítulo de superação que chama atenção de torcedores e analistas. A seleção comandada por Lionel Scaloni alcançou a final como a equipe com maior poder de reação de todo o torneio. Junto da Inglaterra, é a única com duas vitórias conquistadas após sair em desvantagem no placar, mas se destaca por ter virado partidas decisivas no mata-mata.
A trajetória começou nas oitavas de final, quando os argentinos perdiam por 2 a 0 para o Egito e, mesmo assim, buscaram o triunfo por 3 a 2. O gol que selou a virada foi marcado nos acréscimos do segundo tempo, reforçando a fama de time que não desiste. O roteiro se repetiu na semifinal: diante da própria Inglaterra, a Albiceleste levou 1 a 0 no primeiro tempo, empatou na volta do intervalo e definiu a vitória por 2 a 1 já nos minutos finais.
O desempenho coloca a seleção na liderança isolada em gols nos acréscimos. Até aqui, três tentos argentinos saíram além dos 45 minutos da etapa complementar, dois deles determinantes para a classificação. Esse dado evidencia não apenas preparo físico, mas também serenidade para administrar a pressão em momentos decisivos.
Do outro lado, a Inglaterra apresenta números parecidos em viradas — derrubou a República Democrática do Congo por 2 a 1 na segunda fase e superou a Noruega pelo mesmo placar nas quartas. A coincidência estatística adiciona tempero especial ao reencontro das equipes, desta vez valendo a taça.
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No total, a Copa de 2026 contabiliza 15 vitórias de virada, distribuídas entre fase de grupos e confrontos eliminatórios. A marca iguala o recorde histórico registrado em 2014, o que indica uma edição repleta de reviravoltas e jogos abertos até o apito final.
Apesar de ter sido campeã em 2022, a Argentina não registrou nenhuma virada naquela edição. O único revés, curiosamente, ocorreu na estreia contra a Arábia Saudita: 2 a 1 após abrir o placar. Quatro anos depois, a estatística se inverte: agora é o time que transforma desvantagens em vitórias e chega motivado para tentar conquistar a quarta estrela em sua história.
A decisão da Copa do Mundo de 2026 promete emoção até o último minuto, seja pela obstinação argentina, seja pela capacidade inglesa de responder em campo. Com números que comprovam poder de reação, a Albiceleste assume o favoritismo psicológico, mas o futebol, como a própria competição vem mostrando, raramente segue roteiros escritos com antecedência.
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