Um ataque aéreo de grande escala realizado pela Rússia contra Kiev, na madrugada desta quinta-feira (02/07), deixou pelo menos 13 mortos e dezenas de feridos, conforme atualização do prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko. A ofensiva voltou a expor a vulnerabilidade de áreas residenciais e infraestrutura civil da cidade, alvo frequente de mísseis e drones desde o início da guerra.
Segundo o Serviço de Emergência da Ucrânia, cerca de 500 profissionais foram mobilizados para atender às ocorrências, contando com cem veículos especializados e o suporte de um helicóptero. Equipes passaram a madrugada removendo destroços, combatendo pequenos focos de incêndio e conduzindo buscas em edifícios parcialmente destruídos.
Moradores relatam momentos de pânico logo após as primeiras explosões. Muitos correram para as estações de metrô, que funcionam como abrigos antiaéreos. A rede de transporte ficou lotada em poucos minutos, enquanto sirenes ecoavam por vários bairros.
“Foi uma noite de horror em Kiev”, descreveu o vice-chanceler Andrii Sybiha, em referência às horas de bombardeio.
De acordo com comunicado do Ministério da Defesa russo, a ação mirou instalações do complexo militar-industrial, bem como estruturas dos setores de combustível e energia na capital. A pasta acrescentou que bases aéreas em outras regiões da Ucrânia também foram atingidas. Para a operação, teriam sido utilizadas armas de precisão de longo alcance lançadas a partir de meios aéreos, terrestres, navais e veículos não tripulados.
A mesma nota oficial afirma que a ofensiva foi uma resposta aos “atos de sabotagem” atribuídos a Kiev contra infraestrutura civil em território russo. Autoridades ucranianas, por sua vez, classificaram a justificativa como tentativa de legitimar novos ataques contra áreas habitadas.
Analistas militares observam que a escalada se insere em um ciclo de retaliações que dificulta qualquer perspectiva imediata de trégua. Enquanto a diplomacia continua travada, o impacto humanitário aumenta: escolas permanecem fechadas em vários distritos, e a rede hospitalar opera em alerta máximo para receber vítimas de traumas e queimaduras.
Organizações internacionais de ajuda humanitária reforçam pedidos para que corredores seguros sejam respeitados e alertam para o risco de interrupções no fornecimento de energia, água e serviços médicos essenciais caso os bombardeios prossigam com a mesma intensidade.
Até o momento, não há informação oficial sobre a quantidade de mísseis e drones utilizados nem sobre danos exatos à infraestrutura energética. Investigações preliminares apontam a utilização de projéteis supersônicos, capazes de reduzir drasticamente o tempo de reação das defesas antiaéreas locais.
O governo ucraniano prometeu apresentar o episódio em fóruns internacionais como mais uma evidência da necessidade de reforço nos sistemas de defesa aérea fornecidos por países aliados. Em pronunciamento, o presidente Volodymyr Zelensky pediu que a comunidade internacional mantenha o apoio militar e humanitário “enquanto vidas inocentes continuam sob ameaça”.
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