Explosões voltaram a sacudir a capital da Ucrânia na madrugada deste domingo, 19/07, quando uma série de mísseis russos atingiu Kiev. As autoridades locais informaram que o bombardeio resultou em pelo menos uma morte confirmada e 16 pessoas feridas, cenário que reacende o alerta dos moradores e sustenta o clima de tensão instalado desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.
De acordo com o comando militar ucraniano, mais de 40 projéteis de diferentes modelos foram disparados contra o território nacional, com a maior parte deles direcionada à capital. Ainda segundo os militares, cerca de 25 desses artefatos eram mísseis balísticos — considerados de interceptação mais complexa devido à velocidade e à trajetória predominantemente vertical.
“Recebemos mais de 40 mísseis de vários tipos, a maioria mirando Kiev”, relatou o presidente Volodimir Zelensky nas redes sociais, destacando o saldo preliminar de um morto e 16 feridos.
O ataque ocorreu um dia depois de a Ucrânia realizar ofensiva com drones contra alvos estratégicos em território russo, entre eles dois centros logísticos que, segundo autoridades de Moscou, deixaram oito mortos no oeste da Rússia. A escalada de ações ofensivas e retaliatórias reforça a dinâmica de confronto permanente entre as duas nações.
Moscou sustenta que seus disparos foram destinados a instalações militares e centros logísticos em Kiev, além de estruturas portuárias utilizadas pelo Exército ucraniano em Odessa, no Mar Negro. O Kremlin nega, contudo, atingir deliberadamente a população civil. Ainda assim, o histórico mostra que a capital ucraniana tem sido alvo quase diário de mísseis e drones.
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O domingo também registrou novos incidentes fora de Kiev. O governo da região russa de Kursk relatou a morte de uma pessoa após ataque ucraniano, enquanto outra série de drones atingiu o terminal do Caspian Pipeline Consortium, próximo ao porto de Novorossiisk, corredor vital para a exportação de petróleo russo pelo Mar Negro.
Especialistas apontam que a utilização combinada de drones e mísseis balísticos indica mudança tática dos dois lados, ampliando a intensidade e a complexidade do conflito. Para a população civil, porém, o resultado imediato permanece o mesmo: sirenes de alerta, noites sem sono e a busca por abrigo a cada nova investida.
Equipes de resgate mobilizadas pela prefeitura de Kiev prosseguem na remoção de escombros e na avaliação de danos a edifícios residenciais. Enquanto isso, os feridos recebem atendimento em hospitais da cidade, que operam em regime de emergência desde o início da guerra.
A comunidade internacional acompanha a escalada com preocupação, mas, até o momento, não há indicativo de trégua. Analistas avaliam que os ataques mútuos, inclusive a alusão russa a infraestruturas ligadas à exportação de grãos ucranianos e petróleo russo, podem pressionar ainda mais os mercados globais e elevar o custo humanitário do conflito.
Com o novo bombardeio, Kiev soma mais um episódio de violência em um conflito que ultrapassa quatro anos e segue sem horizonte claro de resolução, enquanto civis de ambos os países contabilizam perdas diárias.
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