Sete pessoas morreram e 51 ficaram feridas na Rússia durante a noite em uma série de ataques atribuídos a drones ucranianos, informaram autoridades russas neste sábado, 18 de julho de 2026. Os alvos principais foram dois galpões da varejista online Wildberries, além de instalações de combustível e um prédio residencial.
De acordo com as autoridades locais, o primeiro galpão atingido fica em Kotovsk, na região de Tambov, cerca de 360 quilômetros da fronteira com a Ucrânia. O segundo armazém está localizado em Elektrostal, a aproximadamente 50 quilômetros a leste de Moscou. No galpão de Kotovsk, sete trabalhadores do turno da noite morreram e outros 25 ficaram feridos, detalhou o governador da região de Tambov, Yevgeny Pervyshov. Em Elektrostal, o governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, contabilizou 24 feridos.
As explosões também tiveram reflexos em Noginsk, cidade vizinha a Elektrostal. Lá, duas pessoas sofreram ferimentos depois que um depósito de petróleo pegou fogo, segundo Vorobyov. Por precaução, uma maternidade e um edifício residencial próximos foram evacuados.
Na cidade de Vladimir, cerca de 180 quilômetros a leste de Moscou, um drone atingiu um prédio residencial e provocou um incêndio de curta duração; ninguém se feriu, conforme informou o governador Alexander Avdeyev.
“Essas instalações eram usadas pelo agressor para fornecer componentes sob sanção para a produção de drones e equipamentos de navegação”,
declarou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em publicação no Telegram. Ele acrescentou que operações especiais também miraram alvos no Mar de Azov e em territórios ocupados, além de uma instalação petrolífera.
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O conflito, que já se estende pelo quinto ano, tem visto a Ucrânia intensificar ataques de longo alcance contra infraestrutura energética e logística russa. O objetivo declarado por Kiev é degradar a capacidade militar de Moscou e expor a população aos impactos da guerra.
Em balanço divulgado na manhã deste sábado, o Ministério da Defesa russo afirmou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram 379 drones ucranianos durante a madrugada, sobre 19 regiões do país, além da Crimeia, do Mar de Azov e do Mar Negro.
Especialistas consultados apontam que o volume de drones empregados reflete uma estratégia de saturação: ao lançar dezenas ou centenas de aeronaves não tripuladas simultaneamente, a Ucrânia tenta sobrecarregar as defesas russas e maximizar as chances de impacto em alvos sensíveis.
As autoridades russas não detalharam danos à infraestrutura crítica nacional, mas admitiram que os ataques trouxeram interrupções pontuais na cadeia de suprimentos e demandaram evacuações de emergência. Analistas ocidentais, por sua vez, observam que a ofensiva aérea de Kiev tem se concentrado em depósitos logísticos, refinarias e instalações de manutenção militar, buscando minar a capacidade de resposta de Moscou.
Não há, até o momento, indicação de que os incidentes comprometam o abastecimento geral de energia ou logística em larga escala. No entanto, o aumento das ações em profundidade dentro do território russo representa um desafio crescente para as forças de defesa aérea, que já operam em múltiplas frentes desde o início da invasão em 2022.
Enquanto isso, a população russa nas regiões atingidas convive com alertas frequentes de ataque aéreo e amplia a pressão sobre o Kremlin para fortalecer a proteção interna. Tanto Moscou quanto Kiev asseguram que continuarão suas respectivas campanhas, indicando que o conflito deve permanecer intenso e sem perspectiva imediata de solução diplomática.
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