Onze pessoas morreram em bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, apesar da trégua firmada em outubro de 2025. O balanço foi divulgado neste domingo (19) pela Defesa Civil do território e confirmado pelo hospital Al Chifa, na Cidade de Gaza.
De acordo com o órgão de resgate que atua sob autoridade do Hamas, um apartamento localizado no noroeste da Cidade de Gaza foi atingido no sábado (18), provocando a morte de um casal e de três de seus filhos.
“O único sobrevivente da família é um menino que não estava na residência no momento do ataque”, afirmou Mahmud Basal, porta-voz da Defesa Civil.
O hospital Al Chifa informou ter recebido os corpos das cinco vítimas da mesma família. Horas depois, outras três pessoas morreram em um ataque no bairro de Zeitun, também na capital do enclave, segundo a Defesa Civil, informação igualmente corroborada pelo hospital.
Mais tarde, Basal relatou a morte de uma mulher no mesmo bairro após disparos de artilharia contra uma tenda que abrigava deslocados internos. Fontes dos serviços de saúde acrescentaram mais duas mortes decorrentes de ações militares em diferentes pontos do território durante o dia, elevando o total de vítimas para 11.
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Questionado sobre a operação, o Exército de Israel confirmou ter realizado um ataque aéreo na Cidade de Gaza com o objetivo de “atingir um terrorista do Hamas”. A instituição declarou que uma avaliação sobre os resultados da ação estava em andamento.
Desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em outubro de 2025, ao menos 1.144 palestinos morreram em incidentes armados no território, segundo números do Ministério da Saúde local considerados confiáveis pela Organização das Nações Unidas. Do lado israelense, cinco soldados e um contratado do Ministério da Defesa perderam a vida no mesmo período.
Israel e Hamas trocam acusações frequentes de violação da trégua, enquanto organizações humanitárias alertam para o agravamento da crise de segurança e do quadro humanitário. Residentes relatam dificuldade de acesso a água potável, eletricidade e serviços médicos, sobretudo nas áreas mais atingidas pelos bombardeios.
Líderes regionais têm reiterado pedidos de respeito às condições do cessar-fogo e de avanço nas negociações para uma solução duradoura. No entanto, a instabilidade persiste e alimenta a preocupação de que novos confrontos coloquem em risco a população civil, que já enfrenta um cenário de destruição e deslocamento em massa.
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