O Instituto AtlasIntel divulgou, nesta quinta-feira, 2 de julho, uma pesquisa que mede a percepção do eleitorado sobre os impactos do vídeo gravado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na corrida presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo o levantamento, 37,8% dos entrevistados que assistiram à gravação consideram que o material “prejudica muito” a candidatura do parlamentar.
O estudo também captou outras gradações de impacto: 26,3% acreditam que a publicação “enfraquece pouco” o senador, enquanto 22,4% avaliam que a exposição “não afeta” a disputa. Em contrapartida, 7,1% enxergam o conteúdo como algo que “fortalece muito” Flávio, ao passo que 2,1% julgam que “fortalece pouco”. Uma fatia de 4,4% declarou não saber medir os efeitos do vídeo.
A pesquisa foi além e aferiu a importância atribuída pela população ao engajamento de Michelle na campanha. Para 28,9% dos consultados, a participação da ex-primeira-dama é “muito importante”; outros 26,5% a descrevem apenas como “importante”. Entre os que minimizam esse papel, 16,3% a veem como “pouco importante” e 11,7% como “nada importante”. Ainda 16,6% preferiram não opinar.
O trabalho de campo ocorreu de 26 a 30 de junho, com 4.999 pessoas recrutadas digitalmente de forma aleatória, abrangendo diferentes perfis demográficos. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi feito em 25 de junho sob o número BR-04582/2026.
Os números refletem a polarização em torno da família Bolsonaro e indicam que a imagem de Michelle continua a influenciar segmentos do eleitorado, seja para além da militância já engajada, seja entre indecisos que avaliam a força de aliados estratégicos nas campanhas.
Com o calendário eleitoral avançando, analistas observam que a percepção pública sobre vídeos, declarações e aparições de figuras de destaque tende a ganhar peso na definição de voto. Nesse cenário, o levantamento da Atlas/Bloomberg funciona como termômetro imediato das reações do público às movimentações de campanha registradas na última semana de junho.
Os dados oferecem subsídios para as equipes dos pré-candidatos balizarem discursos, ajustarem estratégias de comunicação e redefinirem a frequência de aparições em redes sociais, espaço onde a disputa pela narrativa se mostra cada vez mais determinante.
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