A questão da instalação de um galpão para catadores de recicláveis na Barra dos Coqueiros foi tema de audiência realizada na última quinta-feira (16). O evento ocorreu no Fórum Desembargador Antônio Xavier de Assis Júnior e contou com a presença de diversas entidades ligadas à reciclagem, além de representantes do Ministério Público e da Secretaria do Meio Ambiente do município.
Rafaela Alves, que atua na administração da Cooperativa de Trabalhadores da Reciclagem de Barra dos Coqueiros (Catre) há aproximadamente um ano, destacou os desafios que os catadores enfrentam no dia a dia. Com a falta de um espaço adequado para a separação e organização dos materiais recicláveis, muitos catadores acabam realizando essa atividade em suas residências. Ela ressaltou os problemas que isso gera: “Alguns catadores acumulam plástico, garrafas, papelão, alumínio. Isso atrai insetos, reclamação dos vizinhos e riscos para a saúde dos catadores e suas famílias”.
Atualmente, cerca de 20 catadores atuam na região, mas a ausência de um local seguro e apropriado para o trabalho limita suas atividades e compromete a eficiência da coleta. Durante a audiência, a promotora de Justiça Ana Paula Souza Viana e o procurador do Trabalho Emerson Albuquerque Resende ouviram as demandas dos representantes da Catre, da Cooperativa União, da Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care) e da Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Estado de Sergipe (Centralrecicle).
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Amanda Bispo, representante da Centralrecicle, fez um alerta sobre a importância da regularização do espaço. “Sem um espaço para realizar as atividades, a cooperativa pode deixar de receber recursos importantes. Temos um projeto com a Fundação Banco do Brasil e BNDES, com um valor de R$ 290 mil para aquisição de um caminhão para a cooperativa, mas é necessário comprovar que a Catre tem sede e regularização fundiária para receber o recurso. O nosso prazo já termina em 2027. Caso contrário, os recursos serão devolvidos”, explicou.
Rafaela Alves também mencionou que encontrou um terreno adequado para a construção do galpão, mas a proposta ainda não foi aceita pelo município. Em uma audiência anterior, discutiu-se a possibilidade de locação de um espaço, mas a prefeitura aguarda a disponibilidade orçamentária para viabilizar essa alternativa.
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