O setor aéreo nacional registrou seu melhor desempenho histórico. Entre janeiro e maio de 2026, 42 milhões de passageiros embarcaram em voos domésticos, superando em 6% o mesmo período do ano anterior.
O setor aéreo nacional voltou a fazer história. Dados divulgados nesta segunda-feira (22) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que, entre janeiro e maio de 2026, 42 milhões de passageiros embarcaram em voos dentro do território brasileiro. O volume supera em 6% os 39,8 milhões registrados no mesmo intervalo do ano passado e representa a primeira vez em que o país ultrapassa a marca de 42 milhões de viajantes nesse período.
O ritmo acelerado se manteve em maio. Somente no quinto mês do ano, 8,31 milhões de pessoas viajaram pelo Brasil, avanço de 2% em relação aos 8,16 milhões de passageiros verificados em maio de 2025. A Anac destaca que o resultado mensal é o maior desde o início da série histórica, iniciada em 2000.
Para analistas do setor, o desempenho reflete a combinação de oferta de rotas, estabilidade no preço médio das passagens e maior confiança na economia. A pasta do Turismo endossa essa percepção.
“Significa que o brasileiro está com mais confiança, mais renda e mais desejo de conhecer as belezas do seu próprio país. Cada avião cheio representa hotéis movimentados, restaurantes trabalhando a pleno vapor, o comércio local aquecido e, o mais importante, geração de emprego e renda, desde as grandes capitais até os pequenos municípios turísticos”, afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
Segundo o ministro, a performance recorde não é casual, mas consequência de iniciativas voltadas à estruturação de destinos, promoção de rotas internas e parcerias para baratear viagens.
“O turismo é a força motriz do novo Brasil: um setor sustentável, vibrante e que orgulha a todos nós. Vamos continuar trabalhando para que ainda mais brasileiros possam viajar, descobrir nossas riquezas e fortalecer a nossa economia”, completou Feliciano.
O fluxo internacional também caminha em ritmo firme. De janeiro a maio, 12,8 milhões de passageiros cruzaram fronteiras em voos de e para o Brasil, alta de 10% frente aos 11,6 milhões anotados um ano antes. Em maio, foram 2,23 milhões de viajantes estrangeiros, aumento de 5% sobre os 2,13 milhões de 2025 — números que, de acordo com a Anac, configuram novo pico histórico tanto para o acumulado quanto para um mês isolado.
Empresários do trade turístico comemoram. Operadores de hotéis, bares e restaurantes relatam taxas de ocupação próximas ao limite em feriados prolongados e notam crescimento constante em dias úteis, impulsionado por eventos corporativos e culturais que voltaram a lotar agendas pelo país. Em estados do Nordeste, a procura de última hora levou companhias aéreas a adicionar voos extras em junho e julho.
Especialistas lembram, entretanto, que o crescimento impõe desafios. Entre eles estão a necessidade de ampliar a infraestrutura de aeroportos regionais, oferecer mão de obra qualificada para serviços turísticos e garantir sustentabilidade ambiental em destinos de natureza. Órgãos reguladores prometem novas licitações de terminais e investimentos em inovação para tornar as operações mais eficientes.
Com o segundo semestre historicamente mais aquecido por conta das férias escolares de julho e das festas de fim de ano, a expectativa é de que 2026 feche como o melhor ano da aviação brasileira. Se a tendência se confirmar, o mercado doméstico poderá ultrapassar, pela primeira vez, a casa dos 100 milhões de embarques em 12 meses, consolidando o turismo como pilar estratégico da economia nacional.
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