Bahrein, Kuwait e Catar afirmaram, nesta sexta-feira (17), terem sido alvos de drones e mísseis iranianos em meio à escalada de tensão entre Teerã e Washington. Os incidentes ocorreram horas depois da sexta noite seguida de bombardeios norte-americanos contra o Irã, intensificando o clima de confrontação no Golfo Pérsico.
No Kuwait, o Exército descreveu “ataques com drones e mísseis” direcionados a instalações e acampamentos militares. A ofensiva deixou feridos entre os soldados kuwaitianos, conforme informou o Estado-Maior.
“O chefe do Estado-Maior, Khaled Daraj Saad Al Sharian, visitou vários membros feridos das forças terrestres do Kuwait, que ficaram feridos após ataques com drones contra diversas instalações e acampamentos do exército kuwaitiano”, registrou a corporação na rede social X.
Além do setor militar, a infraestrutura energética também foi atingida. O Ministério da Eletricidade confirmou que uma usina de geração de energia e dessalinização de água sofreu danos, ampliando o alerta para possíveis impactos no abastecimento.
O Irã assumiu a autoria da ação contra o território kuwaitiano. Segundo comunicado de Teerã, drones Arash foram empregados para atingir “instalações de mobilização das forças americanas e de apoio logístico ao exército” dos Estados Unidos que operam no país.
No Bahrein, os impactos recaíram sobre a base aérea de Sakhir, onde o Irã diz ter alvejado helicópteros e aviões de reconhecimento norte-americanos. A Guarda Revolucionária descreveu o ataque como resposta direta aos “bombardeios contra infraestruturas urbanas” iranianas.
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O Catar, tradicional mediador entre Teerã e Washington e anfitrião da maior base militar dos EUA no Oriente Médio, também entrou na linha de fogo. A Guarda Revolucionária declarou ter disparado contra a base aérea de Al Udeid “para punir o agressor e o Exército americano”.
“Alvejámos a base aérea americana em Al Udeid, no Catar, para punir o agressor e o Exército americano”, afirmou o comunicado iraniano.
Autoridades cataris informaram que o projétil foi interceptado, mas destroços feriram uma criança, fato que eleva a preocupação de civis diante do avanço das hostilidades.
Do lado norte-americano, o Pentágono alegou ter mirado “alvos militares iranianos” na madrugada de quinta para sexta-feira. Teerã, porém, sustenta que as bombas atingiram estruturas civis, motivo pelo qual lançou as retaliações contra países do Golfo onde tropas dos EUA estão estacionadas.
A cadeia de represálias sugere um aumento de risco para a navegação, a produção de energia e a segurança regional. Analistas militares alertam que novos ataques podem gerar efeitos sobre o mercado de petróleo e aprofundar o envolvimento de aliados ocidentais e árabes no conflito.
Enquanto diplomatas buscam conter a escalada, populações locais enfrentam o receio de novos bombardeios. As autoridades de Bahrein, Kuwait e Catar reforçaram o nível de alerta e anunciaram investigações para determinar a extensão dos danos, prometendo divulgar relatórios técnicos nos próximos dias.
O cenário permanece volátil, e governantes da região defendem esforços multilaterais para evitar que o confronto bilateral entre EUA e Irã se transforme em conflito de maiores proporções no Oriente Médio.
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