De janeiro a junho de 2026, o Banco do Nordeste (BNB) liberou mais de R$ 396 milhões em financiamentos para o custeio agropecuário em Sergipe. Essa quantia beneficiou mais de 4 mil produtores no estado. Deste total, o custeio agrícola recebeu R$ 309,5 milhões, enquanto o setor pecuário recebeu R$ 86,5 milhões.
No segmento pecuário, a bovinocultura de corte se destacou com R$ 64,9 milhões em 1,8 mil aplicações. Já na agricultura, o milho foi o produto mais financiado, totalizando R$ 288,3 milhões em mais de 1,9 mil contratos de crédito. Esses recursos representam 72,8% do crédito total destinado ao custeio no estado.
A rotina dos produtores de milho em Sergipe ocorre anualmente, com uma busca por crédito de fevereiro a junho para cobrir despesas com sementes, fertilizantes, defensivos, mão de obra e outros custos do ciclo produtivo. A colheita se dá entre março e junho, com uma nova etapa em outubro, reiniciando assim um ciclo produtivo contínuo.
Do montante total, 51% do crédito destinado ao custeio de milho foi aplicado na agricultura empresarial, equivalendo a R$ 147,1 milhões. O restante, 49%, foi destinado à agricultura familiar.
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Geograficamente, a maior parte dos financiamentos para a cultura do milho (51,7%) foi realizada pelas agências do BNB em Nossa Senhora da Glória, Itabaiana, Nossa Senhora das Dores, Simão Dias e Carira. Essas áreas estão localizadas na fronteira agrícola do milho, abrangendo as regiões do Agreste e do Sertão Sergipano.
“É um trabalho de planejamento do produtor e também das equipes do crédito rural, seja nas 17 agências do BNB no estado ou nas 14 unidades do Agroamigo, que é o nosso programa de microcrédito. O que fazemos é financiar os custos de produção, para que o produtor possa plantar, cuidar da lavoura e colher com qualidade, no tempo certo e conforme a necessidade de cada um”, explica o superintendente estadual do BNB, César Santana.
Sergipe se destaca como o estado do Nordeste com a maior produtividade de milho, ocupando a quarta posição em termos de produção. O Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste do BNB (Etene) estima que a safra de milho no estado deve alcançar um rendimento médio de 5,9 mil kg por hectare, colocando Sergipe em primeiro lugar na região, superando o Maranhão e o Piauí. A produção total deve alcançar 1,1 milhão de toneladas, posicionando Sergipe atrás apenas da Bahia, Maranhão e Piauí.
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