A trajetória de Beatriz Haddad em Wimbledon terminou cedo nesta terça-feira (30). A tenista paulista foi superada pela uzbeque Maria Timofeeva por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/2, e deu adeus ao terceiro Grand Slam da temporada logo na primeira rodada.
O revés amplia para oito a sequência de derrotas da brasileira, que não vence uma partida desde o fim de abril. Atual número 134 do ranking mundial, Bia corre o risco de deixar o grupo das 150 melhores quando a lista for atualizada, um contraste marcante com o desempenho de 2023, ano em que figurou no top 10 e alcançou as oitavas de final no All England Club.
No court de grama, o começo já indicou dificuldades. Logo no segundo game, a brasileira teve o serviço quebrado. Reagiu, devolvendo a quebra, mas voltou a oscilar nos pontos decisivos e perdeu o primeiro set por 6/3. Na sequência, Timofeeva impôs ritmo agressivo desde o primeiro saque, abriu vantagem de 3/0 e administrou a diferença até fechar a parcial em 6/2, selando a eliminação.
O resultado reforça a fase instável vivida por Bia. Antes de chegar a Londres, ela parou na estreia em Roma, Clarins, Estrasburgo, Roland Garros, Queen’s e Figueira da Foz. A última vitória registrada aconteceu ainda no circuito asiático, no fim de abril, quando bateu uma adversária japonesa em três sets. Desde então, a confiança caiu, refletindo-se em erros não forçados e baixo aproveitamento de primeiro saque — apenas 58% contra Timofeeva, segundo as estatísticas oficiais da partida.
A uzbeque, por sua vez, celebrou o avanço à segunda rodada de Wimbledon pela primeira vez na carreira. Timofeeva já garantiu 70 pontos no ranking e um prêmio em dinheiro superior a 90 mil libras esterlinas, prêmio que pode aumentar caso avance novamente.
Apesar do momento delicado, Bia Haddad mantém o planejamento para a temporada de quadras rápidas na América do Norte. A equipe técnica projeta treinamentos intensivos em Miami nas próximas semanas, buscando ajustar consistência no saque e variação de golpes antes de Cincinnati e do US Open, último Major do ano.
Em entrevista rápida à transmissão oficial logo após a partida, a jogadora reconheceu a necessidade de reencontrar o melhor nível competitivo:
“Preciso trabalhar duro para voltar a vencer. Sei do meu potencial e não vou desistir”, afirmou Bia.
Com a eliminação, o tênis feminino brasileiro fica sem representantes na chave principal de simples de Wimbledon. A atenção se volta agora às duplas, onde o país ainda conta com participações confirmadas nos próximos dias.
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