O Banco do Nordeste (BNB) registrou um total de R$ 396 milhões em financiamentos para custeio agropecuário em Sergipe, entre janeiro e junho deste ano. Mais de 4 mil produtores foram beneficiados por essas linhas de crédito, que incluem tanto o custeio de produtos agrícolas quanto atividades pecuárias.
Dentre os financiamentos, o custeio de produtos agrícolas soma R$ 309,5 milhões, enquanto o custeio de atividades pecuárias totaliza R$ 86,5 milhões. No segmento pecuário, o destaque vai para a bovinocultura de corte, que recebeu R$ 64,9 milhões em 1,8 mil aplicações.
No setor agrícola, o milho se destaca como o principal produto financiado, respondendo por R$ 288,3 milhões em mais de 1,9 mil contratos de crédito. Esse volume de recursos representa 72,8% de todo o crédito destinado a custeio no estado este ano.
A rotina dos produtores de milho em Sergipe ocorre anualmente entre fevereiro e junho, período em que buscam crédito para custear despesas como aquisição de sementes, fertilizantes, defensivos, pagamento de mão de obra e outros custos relacionados ao ciclo produtivo. A colheita do milho acontece entre março e junho, com uma nova etapa em outubro, reiniciando assim o ciclo produtivo ano após ano.
Preços vistos na Amazon em 18/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Do valor total destinado ao custeio do milho, 51% foi direcionado à agricultura empresarial, totalizando R$ 147,1 milhões. O restante, 49%, foi aplicado na agricultura familiar. Em termos geográficos, as agências do BNB em Nossa Senhora da Glória, Itabaiana, Nossa Senhora das Dores, Simão Dias e Carira foram responsáveis por 51,7% dos financiamentos destinados à cultura do milho, com uma concentração significativa na fronteira agrícola do milho, abrangendo localidades do Agreste e do Sertão Sergipano.
“É um trabalho de planejamento do produtor e também das equipes do crédito rural, seja nas 17 agências do BNB no estado ou nas 14 unidades do Agroamigo, que é o nosso programa de microcrédito. O que fazemos é financiar os custos de produção, para que o produtor possa plantar, cuidar da lavoura e colher com qualidade, no tempo certo e conforme a necessidade de cada um”, explica o superintendente estadual do BNB.
Além disso, Sergipe se destaca como o estado do Nordeste com a maior produtividade de milho e a quarta maior produção na região. Segundo o Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste do BNB (Etene), a estimativa é que a safra de milho atinja um rendimento médio de 5,9 mil kg por hectare, colocando o estado em primeiro lugar em produtividade, à frente de Maranhão e Piauí. A produção total deve chegar a 1,1 milhão de toneladas, posicionando Sergipe como o quarto maior produtor, atrás apenas da Bahia, Maranhão e Piauí.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.








