A Seleção Brasileira voltou a deixar a Copa do Mundo mais cedo do que sua torcida esperava. Neste domingo, 05/07, o time comandado por Dorival Júnior foi derrotado pela Noruega por 2 a a e, pela terceira vez em 23 participações, encerrou a campanha ainda nas oitavas de final. A eliminação encerra uma trajetória que começou com expectativa de título, mas terminou com dúvidas sobre o futuro da equipe pentacampeã.
O último revés do Brasil nessa fase havia ocorrido em 1990, quando caiu diante da Argentina em Turim. Antes disso, apenas em 1934, na Itália, a equipe havia ficado pelo caminho tão cedo, superada pelo Reino da Espanha. Entre esses dois episódios e o de agora, passaram-se 36 anos em que a Seleção, no mínimo, chegou às quartas de final.
“Apenas em duas ocasiões das 23 vezes que o Brasil participou da competição, a seleção ficou fora das quartas”, relembra o levantamento histórico.
O tropeço diante dos noruegueses amplia outra estatística incômoda: o Brasil não conquista o Mundial desde 2002. São 24 anos de jejum, apesar de o país continuar como o único detentor de cinco títulos. A distância para o hexacampeonato, portanto, crescerá pelo menos até 2030, quando acontecerá a próxima edição do torneio.
Além disso, mantém-se o tabu contra adversários europeus. Desde a final de Yokohama, em 2002, quando bateu a Alemanha por 2 a 0, a equipe nacional não supera um representante do Velho Continente em jogos eliminatórios de Copa. De lá para cá, acumulou derrotas para França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018), Croácia (2022) e, agora, Noruega (2026).
No Estádio Internacional de Osaka, o Brasil começou pressionando, mas sofreu dois gols ainda no primeiro tempo e não conseguiu reagir. Na etapa complementar, Dorival modificou o meio-campo e lançou três atacantes, mas o placar permaneceu inalterado, reforçando o histórico invicto dos nórdicos contra os sul-americanos em Copas do Mundo.
Esta é oficialmente a pior campanha brasileira desde a de 1990. Na ocasião, o time somou duas vitórias na fase de grupos e caiu diante dos argentinos por 1 a 0. Agora, apesar de desempenho idêntico em pontos, o encerramento precoce acontece em meio a um ciclo de reformulação marcado pela renovação de elenco e pela estreia de jovens como Endrick e João Gomes.
Com a eliminação, a Confederação Brasileira de Futebol passa a concentrar esforços na preparação para a próxima temporada de Eliminatórias Sul-Americanas. A comissão técnica promete revisar todo o planejamento, enquanto jogadores terão breve período de férias antes de se apresentarem aos clubes europeus na pré-temporada.
O sentimento entre torcedores, nas ruas do país, mistura frustração e esperança. Há quem ressalte a tradição vitoriosa e veja na nova geração potencial para quebrar o longo jejum, mas a decepção com o resultado inesperado no Japão ainda ecoa nos bares e redes sociais.
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