A Ginástica Artística do Brasil brilhou no último dia do Campeonato Pan-Americano da modalidade, realizado na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro. O evento, que ocorreu no domingo, 23 de junho de 2026, foi marcado por performances impressionantes e a volta triunfal de Rebeca Andrade às competições, após 20 meses de ausência.
Rebeca, última ginasta a se apresentar no salto, conquistou a medalha de ouro com uma performance notável. Ela executou um Yurchenko com dupla pirueta, que lhe rendeu uma nota de 14.433. Em seguida, a campeã olímpica dos Jogos de Tóquio apresentou um Lopez, que é um Yurchenko com meia volta seguido de mortal para frente com meia pirueta, garantindo uma nota de 13.700. Assim, sua média final ficou em 14.266, superando a canadense Lia-Monica Fontaine, que obteve 14.249, e a americana Claire Pearse, que levou o bronze com 14.166.
“Foi a melhor decisão que tomei durante toda a minha carreira. Precisava muito desse momento pra descansar, pra pensar, pra colocar tudo no eixo”, declarou Rebeca, expressando sua satisfação com o retorno.
No masculino, Diogo Soares se destacou ao conquistar a prata nas paralelas e na barra fixa. Na barra fixa, ele teve a companhia de Arthur Nory, que ficou com o bronze. Vitaliy Guimarães também brilhou ao garantir a medalha de bronze no solo, apresentando uma performance consistente que lhe rendeu a nota de 13.700. O ouro neste aparelho foi para o guatemalteco Jorge Vega Lopes, com 14.166.
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“Foi uma emoção inexplicável: a torcida, a energia dentro da Arena. Sem eles acho que não teria sido assim”, comentou Vitaliy, que se emocionou ao conquistar sua primeira medalha representando o Brasil.
Diogo Soares também vibrou com suas conquistas. Após uma apresentação na final do individual geral que não o deixou satisfeito, ele mostrou segurança e técnica nas paralelas, recebendo a nota de 13.900. Na barra fixa, arriscou um aumento na dificuldade e obteve 14.133, garantindo seu título de vice-campeão continental. O medalhista de ouro foi o vice-campeão olímpico Angel Barajas, que recebeu a nota de 15.233.
No feminino, o Brasil ainda conquistou mais dois bronzes: um com Sophia Weisberg nas assimétricas e outro com Thais Fidelis na trave. Sophia, de apenas 16 anos, obteve sua melhor nota em competições internacionais, 13.033, enquanto a medalha de ouro na assimétrica ficou com a canadense Aurélie Tran, com 13.533. Thais Fidelis conseguiu uma nota de 13.533 na trave, ficando atrás apenas da argentina Isabelle Ajalla e da americana Simone Rose, ambas com 13.700. Julia Soares, que elevou o nível de dificuldade de sua série, teve alguns desequilíbrios e ficou em quinto lugar, com 13.233.
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