Faltando exatos 12 meses para o pontapé inicial da 10ª Copa do Mundo Feminina, o Brasil já vive o clima da competição que, pela primeira vez, acontecerá na América do Sul. O evento está marcado para 24 de junho a 25 de julho de 2027 e promete ser o maior da história do torneio, reunindo 32 seleções em oito cidades-sede.
Para marcar o início da contagem regressiva, monumentos como o Cristo Redentor ganharam iluminação verde-amarela. Também houve ativações simultâneas nas capitais que receberão jogos e um encontro em Miami, onde a marca oficial da Copa foi revelada.
A gerente de Competições Femininas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Aline Pellegrino, destacou o caráter transformador do Mundial:
“É importante neste momento de mudanças da sociedade, no reconhecimento do espaço da mulher… O quanto essa Copa vai também para o lado social, uma sociedade mais igualitária”.
De acordo com o Ministério do Esporte, o orçamento federal previsto varia de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão. Os recursos cobrirão operações durante o torneio e obras de legado. A cifra é menor que a destinada ao Mundial masculino de 2014, quando o governo aplicou cerca de R$ 30 bilhões, mas autoridades explicam que a infraestrutura existente reduz a necessidade de grandes intervenções.
Ainda assim, seis dos oito estádios receberão gramado híbrido, a tecnologia que costura fibras sintéticas à grama natural para garantir piso mais resistente. Apenas Maracanã (Rio de Janeiro) e Arena Corinthians (São Paulo) já atendem a esse padrão.
A Lei Geral da Copa, recém-sancionada, estabelece as diretrizes de organização e reforça o compromisso com a igualdade de gênero no esporte. Entre os dispositivos, está o pagamento de R$ 500 mil a cada atleta que conquistou o bronze no Torneio Internacional Feminino da FIFA de 1988 e disputou a Copa de 1991, reconhecendo o papel das pioneiras.
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A FIFA, por sua vez, prevê investir mais de R$ 4,2 bilhões (US$ 800 milhões) na edição brasileira, enquanto patrocinadores privados buscam aproveitar o crescente interesse pelo futebol feminino. Desde 2025, a CBF ampliou o calendário de competições nacionais, aumentando o número de clubes profissionais e criando benefícios como plano de saúde integral e auxílio-maternidade para as jogadoras.
Além do Brasil, outras 13 seleções já carimbaram passaporte: Alemanha, Argentina, Austrália, China, Colômbia, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Dinamarca, Espanha, Filipinas, França, Japão e Nova Zelândia. O Mundial de 2027 será o último com 32 equipes; a partir de 2031, o formato terá 48 participantes.
Confira os palcos brasileiros:
Belo Horizonte – Estádio do Mineirão
Brasília – Estádio Nacional
Fortaleza – Arena Castelão
Porto Alegre – Estádio Beira-Rio
Recife – Arena de Pernambuco
Rio de Janeiro – Maracanã
São Paulo – Arena Corinthians
Salvador – Arena Fonte Nova
A organização acredita que o “legado da Copa” impulsionará centros de treinamento, ligas de base e programas de inclusão. Para Aline Pellegrino, a visibilidade tende a ampliar patrocínios e oportunidades profissionais para mulheres em todo o ecossistema do futebol.
O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, reforçou a projeção otimista:
“Queremos que cada real investido se reverta em infraestrutura, oportunidades de negócios e, acima de tudo, no fortalecimento do futebol feminino brasileiro”.
Com a bola rolando somente em junho do próximo ano, clubes, federações e governos ajustam os últimos detalhes para que o país esteja pronto a receber atletas, delegações e torcedores de todos os continentes. A festa já começou — e promete entrar para a história.
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