HOJE, às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, a Seleção Brasileira volta a campo pelas oitavas de final da Copa do Mundo com dois objetivos bem claros: garantir presença nas quartas e encerrar um incômodo histórico de resultados negativos contra a Noruega e contra seleções europeias em confrontos eliminatórios de Mundial.
Em quatro duelos diante dos escandinavos, o Brasil jamais saiu vencedor. Foram dois empates e duas derrotas, série que começou em 28 de julho de 1988, quando o atacante Edmar evitou o revés e garantiu o 1 a 1 em Oslo. Nessa época, Taffarel, Jorginho e Romário já davam sinais do talento que renderia o tetra em 1994.
O tabu ganhou força em 1997. Mesmo com a badalada dupla Ronaldo e Romário, a equipe dirigida por Zagallo levou 4 a 2, também na capital norueguesa. Tore André Flo, mais tarde chamado de “carrasco” brasileiro, balançou as redes duas vezes. Outro personagem daquele elenco é lembrado até hoje: Alf-Inge Haaland, pai do atual astro Erling Haaland.
O encontro seguinte ocorreu na fase de grupos da Copa de 1998. Bebeto colocou o time canarinho na frente, mas Flo e Kjetil Rekdal, de pênalti, decretaram a virada por 2 a 1 em Marselha. Já o capítulo mais recente foi em 2006, novamente em Oslo: 1 a 1, com gol brasileiro marcado por Daniel Carvalho na estreia de Dunga como técnico.
A marca de jogos sem vitória sobre europeus em mata-matas de Copa também incomoda. O último triunfo data de 2002, na final contra a Alemanha. Desde então, vieram eliminações dolorosas: França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018) e Croácia (2022). Para muitos atletas que revivem essas recordações, o confronto de HOJE é visto como oportunidade de virar a página.
“Acho que isso pode servir como motivação para que a gente possa tirar essa escrita. Esperamos sair felizes e contentes com a vitória”, projetou o lateral Douglas Santos.
Entre os titulares, Dorival Júnior, que assumiu após o ciclo de Tite, mantém mistério, mas indica força máxima. A provável escalação tem Alisson; Danilo, Marquinhos, Militão e Douglas Santos; Bruno Guimarães, João Gomes e Lucas Paquetá; Raphinha, Vinícius Júnior e Rodrygo.
Do outro lado, o técnico Ståle Solbakken aposta no vigor físico e na coletividade norueguesa. O atacante Erling Haaland, recuperado de desconforto muscular, está confirmado. Ao seu lado, Martin Ødegaard dita o ritmo de um time que sonha em repetir o feito de 1998, quando avançou até as oitavas.
“Para ganhar a Copa do Mundo, temos de passar por essas dificuldades. Que agora seja diferente e possamos contar uma outra história”, frisou o atacante Matheus Cunha.
Se a seleção consegue, ou não, transformar discurso em resultado, o torcedor saberá no apito final. Mas uma coisa é certa: o Brasil entra em campo HOJE carregando não apenas o peso dos cinco títulos, mas também a vontade de derrubar tabus que já duram tempo demais.
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