Portal americano ligado ao New York Times surpreendeu ao listar o uniforme canarinho de 2002 entre os dez mais feios dos Mundiais. A camisa que eternizou Ronaldo Fenômeno divide opiniões ao redor do mundo.
Um dos maiores símbolos da conquista do pentacampeonato mundial, o uniforme utilizado pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002 voltou a ser assunto. O portal esportivo The Athletic, ligado ao jornal The New York Times, atualizou recentemente o seu levantamento de camisas mais feias e mais bonitas já vistas em Mundiais e colocou o modelo canarinho daquele ano na décima posição entre os menos agradáveis esteticamente.
A escolha surpreendeu porque a camisa amarela com detalhes em verde ficou eternizada na memória coletiva ao lado do famoso corte de cabelo de Ronaldo Fenômeno, autor dos dois gols na final contra a Alemanha. Na ocasião, o Brasil encerrou a campanha invicto, com sete vitórias, 18 gols marcados e apenas quatro sofridos, números que ajudaram a transformar o uniforme em peça de admiração popular.
Segundo os avaliadores, porém, o desenho não resistiu ao crivo do tempo.
“A edição de 2002 foi o pior uniforme. Os estranhos detalhes verdes irregulares na camisa eram um elemento de design bizarro. Uma seleção histórica fez com que esse uniforme parecesse muito melhor do que deveria, e mesmo assim não ficou bom.”
A lista dos dez mais feios ainda incluiu modelos de Bolívia (1930), Holanda – goleiro (1994), Suíça (2026 e 2022), Bélgica (1982), Rússia (1994), Nigéria (1994) e Estados Unidos (1994 e 2022).
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Do outro lado do ranking, o Brasil também aparece, mas desta vez entre os mais belos. O uniforme utilizado no Mundial de 1986, disputado no México, recebeu a terceira colocação entre os quinze mais bonitos. Naquele torneio, apesar da eliminação nas quartas de final diante da França, a equipe comandada por Telê Santana exibiu uma das camisas preferidas dos especialistas.
O design seguia a tradição da camisa amarela, gola e punhos verdes, short azul e escudo com a Taça Jules Rimet estampada – troféu que o país passou a guardar em 1970 após conquistar o tricampeonato.
“A Argentina venceu a Copa do Mundo de 1986, mas o Brasil tinha o melhor uniforme naquele ano. A camisa amarela canário com gola e punhos verdes, combinada com o calção azul, é uma das melhores versões do famoso uniforme brasileiro. O que realmente o diferencia é o escudo da Confederação Brasileira de Futebol, que exibe com destaque a Taça Jules Rimet.”
Os quinze modelos mais elogiados também incluíram a Alemanha Ocidental de 1990, México de 1998, Argentina de 1986, Nigéria de 2018, Noruega de 2026, Inglaterra de 1982, Colômbia de 1990, Países Baixos de 1974, Japão de 2018, Estados Unidos de 1994, Croácia de 1998, Portugal de 2022 e Espanha de 1982.
Embora controvérsia estética não falte, a nova classificação reforçou a dualidade do Brasil no universo das camisas: de um lado, a lembrança afetiva do penta; de outro, a percepção de que nem todo uniforme vitorioso garante lugar entre os ícones de design esportivo. Ainda assim, para muitos torcedores, o conjunto usado por Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho continuará carregando um brilho especial, independentemente de qualquer ranking internacional.

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