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Brasil

Campanha de Flávio Bolsonaro projeta impulso pós-4 de julho

Rafael Ramos
Publicado: 02/07/2026
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campanha de fl vio bolsonaro projeta impulso p s 4 de julho 20260702
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A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) acredita que o ambiente eleitoral das próximas semanas poderá favorecer seu desempenho na corrida pela Presidência da República. Trackings internos indicam aumento de dois pontos percentuais nas intenções de voto, sinal que, na avaliação da equipe, confirma que a movimentação recente tem surtido efeito.

Os estrategistas atribuem o leve avanço a dois episódios que ganharam repercussão nacional: o atrito público envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o caso Master, que colocou o senador petista Jaques Wagner em evidência negativa. Segundo interlocutores, a disputa familiar teria concentrado desgaste na figura de Michelle, vista por parte do eleitorado como ambiciosa, enquanto Flávio conseguiu preservar a própria imagem.

Mesmo assim, a campanha reconhece que o caminho até consolidar crescimento é longo. Internamente, o grupo considera que o calendário eleitoral representa um divisor de águas. A partir de 04/07, entram em vigor restrições impostas pela legislação que limitam a participação de ocupantes de cargos públicos em inaugurações e reduzem a publicidade institucional. Para os bolsonaristas, essa pausa obrigatória poderá diminuir a exposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e nivelar o espaço midiático entre os principais postulantes.

Nas maiores praças eleitorais, a equipe observa movimentos que podem ajudar. Em São Paulo, a desistência de nomes ao governo estadual tende a polarizar a disputa entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). Se o pleito for resolvido em primeiro turno, avaliam aliados, Tarcísio ficaria livre para intensificar a participação na campanha presidencial, oferecendo palanque forte a Flávio. A leitura é que o PT perderia terreno num estado decisivo, reduzindo a capacidade de transferência de votos de Lula.

Em Minas Gerais, o cenário também é monitorado de perto. O PL trabalha com mais de uma alternativa para o governo mineiro, enquanto o PT ainda tenta definir um nome competitivo. A indefinição petista é vista como oportunidade para o senador avançar num dos colégios com maior peso no cálculo do segundo turno.

Nem tudo, porém, se resume a ganhos potenciais. As tentativas de ampliar alianças regionais têm esbarrado em resistências de partidos do Centrão, que cobram compromisso com composições locais. Integrantes da pré-campanha admitem dificuldades, mas apostam que a combinação de tempo de televisão, engajamento nas redes e apoio dos governadores aliados poderá compensar eventuais lacunas.

Outro ponto de atenção envolve a repercussão de áudios divulgados entre Flávio e o empresário Daniel Vorcaro, além da possibilidade de novas tarifas norte-americanas após a recente viagem do senador aos Estados Unidos. O núcleo político analisa diariamente o impacto desses temas e prepara respostas rápidas para evitar que se transformem em entraves duradouros.

Com o cronômetro eleitoral apertando, a ordem é capitalizar cada vantagem momentânea. A expectativa, afirmam pessoas próximas, é chegar ao início da propaganda oficial com números mais robustos, suficientes para atrair indecisos e convencer aliados relutantes. Até lá, a estratégia permanece focada em conter danos, explorar falhas do adversário e aproveitar o período de restrições para acelerar a presença de Flávio nos estados estratégicos.

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