A música carioca perdeu uma de suas vozes mais marcantes HOJE. A cantora Débora Cruz, de 45 anos, morreu na tarde desta terça-feira (21), no Rio de Janeiro. Sobrinha de Arlindo Cruz (1958-2025) e filha do compositor Acyr Marques (1953-2019), ela teve o falecimento confirmado por familiares em publicações nas redes sociais.
“Hoje a nossa família se despede da sua voz mais linda”
A frase acima foi escrita por Arlindinho, primo de Débora, no Instagram. A causa da morte não foi divulgada. Segundo as postagens, Débora estava internada desde o início de julho, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) que a manteve hospitalizada nas últimas semanas.
Nascida em 1981, no subúrbio da capital fluminense, a cantora iniciou sua trajetória artística ainda na infância, entoando hinos em uma igreja evangélica do bairro. Com o passar dos anos, tornou-se presença constante em estúdios de gravação, onde emprestou sua voz para backing vocals de nomes de peso do samba, como Xande de Pilares, Reinaldo, Beleleu e o próprio tio Arlindo Cruz.
Fora dos palcos, Débora também tinha forte ligação com o carnaval. Ela já integrou o carro de som de escolas como Arranco de Cascadura e Mocidade Independente de Padre Miguel. Em 2026, mantinha participação fixa na Unidos do Viradouro, atuando como cantora de apoio nos desfiles oficiais da agremiação.
Filha do prolífico compositor Acyr Marques, Débora dedicava parte de suas apresentações às obras do pai. Entre as canções mais recorrentes em seu repertório estavam “Coisa de Pele”, parceria com Jorge Aragão; “Insensato Destino”, sucesso na voz de Almir Guineto; e “Casal Sem Vergonha”, composta com Zeca Pagodinho. Essas músicas costumavam embalar rodas de samba em diversos bairros da cidade, reforçando a tradição familiar na cena.
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O impacto de sua morte repercutiu rapidamente entre artistas e admiradores do gênero. Nas redes sociais, a comoção foi imediata.
“Meu Deus, que tristeza”
A mensagem acima foi postada pela cantora Teresa Cristina, enquanto outra voz conhecida, a prima Flora Cruz, confessou:
“Eu tô desolada. Inacreditável, meu Deus”
Neste momento, ainda não há informações sobre velório ou sepultamento. A família informou apenas que detalhes serão divulgados assim que possível. Enquanto isso, músicos, compositores e integrantes de escolas de samba preparam homenagens para lembrar a trajetória da artista, reconhecida tanto pelo timbre suave quanto pela capacidade de emocionar plateias em bares, quadras e palcos da cidade.
Com uma carreira que transitou entre estúdio, palco e avenida, Débora Cruz deixa um legado que reforça a importância da tradição familiar no samba e na cultura popular do Rio. Amigos ressaltam que, mesmo nos bastidores, ela fazia diferença ao orientar novos intérpretes sobre afinação e divisão rítmica, atributos que ajudaram a perpetuar o estilo marcante de seu pai e de seu tio.
Em meio à tristeza, as palavras de Arlindinho ecoam entre os fãs: a voz de Débora permanece viva nas gravações, nos refrões dos sambas-enredo e no coração de quem a ouviu cantar.
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