A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já acumula uma fatura de US$ 70 mil — o equivalente a aproximadamente R$ 364,7 mil — junto à Fifa em razão dos sete cartões amarelos recebidos pela Seleção Brasileira nos quatro compromissos disputados até agora na Copa do Mundo. A cobrança é feita automaticamente pelo órgão que rege o futebol quando um atleta é advertido durante a competição.
O Código Disciplinar da Fifa estabelece que cada cartão amarelo gera multa de US$ 10 mil à federação responsável pelo time punido. Como a equipe comandada por Dorival Júnior foi advertida sete vezes entre a estreia e o duelo mais recente, o débito da entidade brasileira chegou ao limite atual, que tende a crescer caso o índice de infrações se mantenha nos próximos jogos.
Até esta sexta-feira, 03/07, o Brasil sustenta média de 1,75 cartão por partida. Casemiro e Danilo carregam o maior número de faltas administrativas, com dois amarelos cada. Os demais advertidos foram Ibañez, Douglas Santos e Fabinho. A distribuição ficou assim:
Brasil × Marrocos – Ibañez e Casemiro (US$ 20 mil);
Brasil × Haiti – Douglas Santos (US$ 10 mil);
Brasil × Escócia – Danilo e Fabinho (US$ 20 mil);
Brasil × Japão – Casemiro e Danilo (US$ 20 mil).
Em valores convertidos, cada advertência sai por cerca de R$ 52,1 mil. Embora não comprometa o caixa da confederação, a cifra simboliza alerta dentro da delegação. Dois cartões em partidas distintas deixam o jogador suspenso na rodada seguinte, e o risco de desfalques cresce à medida que o mata-mata se aproxima.
No domingo, 05/07, às 17h (horário de Brasília), a Seleção volta a campo, desta vez contra a Noruega, buscando vaga nas quartas de final. Se confirmar classificação, enfrentará quem avançar de México × Inglaterra.
A comissão técnica reiterou a orientação de reduzir as faltas desnecessárias, porque novas punições representam não apenas custo financeiro, mas perda técnica em momentos decisivos. Ainda assim, o estilo de jogo intenso do meio-campo brasileiro tem favorecido situações de contato que resultam em advertências.
Além da multa por amarelo, infrações mais graves — como cartão vermelho direto — podem elevar substancialmente o valor cobrado. Pela regra, expulsões implicam multa mínima de US$ 20 mil, podendo aumentar conforme a gravidade do lance. O histórico recente, porém, mostra a Seleção sem qualquer cartão vermelho nesta edição do torneio.
Restando, no máximo, três partidas até a final, a CBF terá de equilibrar disciplina e competitividade. Se mantiver a média atual, o valor pode ultrapassar US$ 100 mil, pressionando a federação também fora das quatro linhas.
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