A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nota, nesta segunda-feira (06/07), em que reforçou a confiança na conduta do árbitro Raphael Claus, alvo de questionamentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O chefe da Casa Branca insinuou que o brasileiro seria “suspeito” ao comentar a expulsão do atacante Folarin Balogun, no duelo de 16-avos de final da Copa do Mundo, entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina.
“Não há, em todo o seu histórico, qualquer elemento que o desabone ou que sustente qualquer tipo de suspeita. Trata-se de um profissional exemplar”, afirmou a entidade máxima do futebol brasileiro.
Balogun recebeu cartão vermelho direto por uma falta dura no zagueiro bósnio Tarik Muharemovic. A punição implicava suspensão automática, mas a Federação Internacional de Futebol (Fifa) posteriormente converteu a sanção em suspensão condicional — decisão que liberou o atacante para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.
Trump admitiu que intercedeu junto ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, pedindo revisão do lance. Ao falar sobre o árbitro paulista, comentou que Claus seria “um pouco suspeito, se você analisar o passado dele”. A declaração gerou reação imediata em diferentes esferas do futebol sul-americano.
“Claus é reconhecido mundialmente como um dos melhores árbitros em atividade e possui trajetória marcada por excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol”, rebateu a CBF no mesmo comunicado.
A Comissão de Árbitros da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) também saiu em defesa do brasileiro. Por meio de nota, expressou “pleno reconhecimento” ao trabalho de Claus e garantiu “apoio inabalável” a seu desempenho nos gramados.
Do outro lado da polêmica, a Federação Belga de Futebol (RBFA) apresentou recurso contra a reintegração de Balogun, alegando quebra de isonomia esportiva. O Comitê de Apelação da Fifa rejeitou o pedido, mantendo o atacante à disposição do técnico norte-americano para o confronto diante dos europeus.
A União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) criticou a intervenção da Fifa, classificando a conversão da punição como ultrapassagem de “linha vermelha”. Ainda assim, a entidade global não detalhou publicamente os argumentos que sustentaram a mudança de entendimento: apenas informou que a suspensão se tornou condicional pelo período de um ano.
A CBF encerrou sua manifestação ressaltando que acompanhará “com atenção” qualquer novo desdobramento envolvendo Claus, mas reiterou que não admite questionamentos infundados sobre sua integridade. Até o momento, o árbitro não comentou as declarações do presidente americano nem a sequência de posicionamentos institucionais.
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