A Polícia Penal do Rio de Janeiro localizou um telefone celular dentro da cela do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, condenado a 43 anos de prisão pela morte do menino Henry Borel. A apreensão ocorreu na quarta-feira, 02/07, no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, situado no Complexo de Gericinó, zona oeste da capital fluminense.
De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seap), agentes realizavam uma vistoria direcionada após trabalho de inteligência apontar que o interno estaria utilizando um aparelho eletrônico não autorizado. Durante a inspeção, o equipamento foi encontrado escondido entre volumes da pequena biblioteca pessoal que o ex-parlamentar mantém na cela.
“O aparelho foi localizado escondido entre livros”, informou a Seap em nota à imprensa.
Após o flagrante, Jairinho foi conduzido para o setor disciplinar da unidade, onde cumprirá período de isolamento previsto no regulamento interno. Paralelamente, a direção do presídio instaurou um procedimento administrativo para apurar a responsabilidade do detento e as circunstâncias que facilitaram a entrada do celular.
A Corregedoria da Seap abriu investigação para verificar se houve participação de servidores ou terceiros no repasse do equipamento. O caso foi encaminhado também à Polícia Civil, que deverá colher depoimentos, analisar eventuais imagens de câmeras de segurança e periciar o aparelho em busca de indícios de comunicação irregular ou outras práticas ilícitas.
O ex-vereador foi condenado em novembro de 2023 a 43 anos e três meses de reclusão por homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual relacionados à morte de Henry Borel, de quatro anos de idade. Desde então, cumpre pena em regime fechado no complexo penitenciário de Bangu.
Conforme o estatuto disciplinar da Seap, a posse de telefone celular é considerada falta grave, podendo resultar em sanções como restrição de visitas, suspensão de benefícios e regressão de regime, além de eventual processo criminal por facilitação de comunicação clandestina.
A defesa de Jairinho foi procurada pelos veículos de imprensa, mas até o fechamento deste texto não havia se pronunciado. O espaço permanece aberto para futuras manifestações.
Esta é a segunda vez em menos de um mês que a Polícia Penal encontra aparelhos eletrônicos em celas de detentos no Complexo de Gericinó, reforçando o debate sobre a segurança interna e os mecanismos de revista nas visitas e entregas de mantimentos.
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