De acordo com o Censo Demográfico 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sergipe abriga uma diversidade de 85 etnias, tribos, povos ou grupos indígenas, totalizando 4.710 indivíduos, o que representa 0,21% da população total do estado. As informações, que foram analisadas pelo Observatório de Sergipe, vinculado à Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan), revelam importantes características sociodemográficas da população indígena.
O estudo, que faz parte do módulo intitulado ‘Etnias e línguas indígenas: principais características sociodemográficas’, também trouxe à tona detalhes sobre as etnias mais numerosas, a distribuição geográfica e a variedade de línguas faladas entre esses grupos. O povo Xocó, com 626 pessoas, é o mais populoso entre as etnias identificadas, seguido pelos Kariri, que somam 288, e os Tupinambá, com 109 indivíduos.
A capital Aracaju destaca-se por concentrar o maior número de etnias no estado, totalizando 60. As cidades de Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão aparecem em seguida, com 19 etnias cada, enquanto Barra dos Coqueiros e Lagarto têm 15 e 14 etnias, respectivamente.
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Em relação às línguas indígenas, o IBGE identificou 17 idiomas distintos entre as populações indígenas com cinco anos ou mais. Aracaju lidera com 11 línguas, seguida por Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão, com seis cada.
A idade mediana da população indígena em Sergipe foi calculada em 37 anos, figurando como a quinta mais alta do país, empatada com a Bahia. Apesar da riqueza cultural e da diversidade étnica, a gerente de Estudos Socioeconômicos do Observatório de Sergipe, Michele Doria, alerta para a redução da população indígena em comparação ao censo de 2010, que registrou 5.221 indivíduos. ‘Os dados do Censo 2022 revelam uma redução de 511 pessoas na população indígena de Sergipe em relação a 2010. Isso reforça a necessidade de monitoramento desse segmento populacional para subsidiar políticas públicas que promovam a preservação cultural e a melhoria das condições de vida dessas comunidades’, enfatizou.
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