A Copa do Mundo de 2026 terminou com festa vermelha em Nova York. A seleção da Espanha conquistou seu segundo título mundial ao derrotar a Argentina na prorrogação, resultado que remodelou a relação de forças entre as grandes campeãs do futebol.
Com a taça erguida, os espanhóis passam a dividir o quinto posto no quadro histórico de vencedores, agora com duas conquistas (2010 e 2026). O Brasil permanece isolado na liderança, dono de cinco troféus, seguido de perto por Alemanha e Itália, ambas com quatro. Argentina segue com três triunfos, enquanto França e Uruguai continuam com dois cada.
Veja como ficou a lista após a final:
• Brasil – 5 (1958, 1962, 1970, 1994, 2002)
• Alemanha – 4 (1954, 1974, 1990, 2014)
• Itália – 4 (1934, 1938, 1982, 2006)
• Argentina – 3 (1978, 1986, 2022)
• Espanha – 2 (2010, 2026)
• França – 2 (1998, 2018)
• Uruguai – 2 (1930, 1950)
O duelo decisivo reuniu a sólida defesa espanhola – vazada apenas uma vez em toda a competição – e o poderoso ataque argentino, dono de 19 gols em oito partidas. No tempo normal, a posse de bola de La Fúria alcançou 65%, mas as chances claras foram escassas. Emiliano Martínez brilhou com defesas decisivas e manteve o 0 a 0 até o minuto 90.
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Na prorrogação, o cenário mudou pouco: a bola seguiu nos pés espanhóis e a Albiceleste recuou, atrapalhada ainda pela expulsão de um de seus meio-campistas. O gol definitivo saiu em jogada construída pela joia Lamine Yamal pelo lado direito. O cruzamento desviou na zaga e sobrou para o centroavante completar para as redes, selando o placar de 1 a 0 que deu o bi à Espanha.
Do lado argentino, a noite marcou a despedida de Lionel Messi dos Mundiais. Em sua última aparição com a camisa celeste e branca, o camisa 10 pouco criou e não conseguiu repetir as atuações decisivas que o levaram à final de 2022. Ainda assim, deixou o gramado ovacionado pelos torcedores presentes.
A campanha espanhola foi quase impecável: após um empate diante de Cabo Verde na primeira rodada, o conjunto comandado por Luis de la Fuente engrenou e não voltou a ser derrotado. Nas quartas, eliminou a Bélgica sofrendo seu único gol. Já na semifinal, controlou a favoritíssima França, vencendo por 2 a 0.
Para a Argentina, a trajetória até a decisão foi dramática. A equipe virou partidas, encontrou gols nos acréscimos em praticamente todos os mata-matas e sobreviveu a prorrogações consecutivas. O grupo deixou claro desde o início que o objetivo era permitir que Messi brigasse novamente pelo troféu. Faltou, contudo, energia na derradeira partida.
Encerrada a edição de 2026, a Copa consagrou a eficiência espanhola e reforçou o caráter imprevisível do torneio. Dentro de quatro anos, as seleções voltam a campo em busca de novas páginas para essa longa história que, agora, tem um capítulo a mais tingido de vermelho.
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