A eliminação da Seleção Brasileira diante da Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo segue repercutindo. Poucas horas depois da derrota, o comentarista Felippe Facincani reforçou o coro de torcedores inconformados e classificou o desempenho conduzido por Carlo Ancelotti como um dos mais apáticos que já testemunhou em competições internacionais.
Em participação no programa esportivo que foi ao ar logo após a partida, Facincani ressaltou que a queda não pode ser atribuída apenas às chances perdidas, mas sobretudo à atitude do elenco em campo. Segundo ele, a Seleção careceu de vibração e deixou o adversário confortável para trocar passes, especialmente na primeira etapa.
“Eu nunca vi um time tão sem personalidade e tão passivo. Um time sem graça, sem sal e sem alma”, disparou o comentarista.
O jornalista descreveu momentos em que, na visão dele, o Brasil simplesmente assistiu aos noruegueses girarem a bola sem pressionar a saída. A falta de compactação no meio-campo e a pouca agressividade na marcação também foram apontadas como sintomas de um grupo “contaminado pela acomodação”.
Facincani direcionou parte das críticas ao técnico Carlo Ancelotti, lembrando que alertas sobre eventuais falhas de posicionamento e escolhas de elenco já vinham sendo feitos desde a fase de grupos. Para ele, a insistência em nomes que não corresponderam e a ausência de ajustes táticos decisivos explicam por que a Seleção não conseguiu retomar o controle emocional nem depois do gol sofrido.
“A Copa do Mundo do Brasil passa pela falta de atitude, pela teimosia e pelo panelismo do senhor Carlo Ancelotti”, afirmou.
Apesar do tom duro, o comentarista reconheceu que o Brasil teve oportunidades claras para evitar a eliminação. Entre elas, o pênalti batido por Bruno Guimarães nas mãos do goleiro norueguês ainda no primeiro tempo e a finalização de Endrick, livre na pequena área, que subiu demais já na etapa final. Para Facincani, lances como esses são exemplos de que a equipe, além de desorganizada, demonstrou nervosismo agudo nos momentos cruciais.
O jornalista acrescentou que o resultado representa “uma das maiores frustrações recentes” do torcedor brasileiro, lembrando que a expectativa era de pelo menos igualar a campanha de 2022, quando o time também caiu nas oitavas. Ao fim do comentário, resumiu:
“Mereceu perder”.
Diante do revés, a Confederação Brasileira de Futebol terá agora de avaliar o futuro do comando técnico e o planejamento para a próxima edição das Eliminatórias. Enquanto isso, jogadores começam a se apresentar a seus clubes para darem sequência às temporadas europeia e sul-americana, ainda digerindo a precoce despedida do Mundial.
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