O comércio varejista ampliado de Sergipe apresentou uma leve retração em maio, ficando aquém do desempenho nacional no mesmo período. De acordo com uma análise do Observatório da Indústria do Sistema FIES, que se baseou na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE, o volume de vendas no estado recuou 0,1% em relação a abril, já com ajuste sazonal. Em contrapartida, no Brasil, houve um pequeno aumento de 0,1%, após uma queda mais acentuada no mês anterior.
Quando comparado a maio de 2025, o cenário em Sergipe se torna ainda mais desafiador, com uma retração de 2,5%. No entanto, o país apresentou um crescimento de 0,4% nesse mesmo período. No acumulado dos últimos 12 meses, Sergipe mostra um avanço de 0,9%, o que está abaixo da média nacional, que atingiu 1,4%.
Vale ressaltar que o comércio ampliado abrange não apenas o varejo tradicional, mas também as vendas de material de construção e o setor de veículos, motos, peças e partes, áreas que impactam diretamente o resultado geral.
Apesar da queda no volume de vendas, o faturamento do setor em Sergipe seguiu uma trajetória de alta. A receita nominal cresceu 1,0% em relação a abril e 2,6% na comparação com maio do ano anterior. No acumulado de 12 meses, o aumento foi de 3,7%.
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No varejo restrito, que inclui as atividades tradicionais do comércio, a situação também foi de queda nas vendas. Houve um recuo de 1,0% em relação a abril e de 1,7% na comparação anual. Em âmbito nacional, o setor acumulou um crescimento de 1,7% no ano, apesar de uma leve queda de 0,2% na média móvel trimestral.
Por outro lado, o faturamento do varejo restrito em Sergipe apresentou um avanço. A receita subiu 0,3% em relação ao mês anterior e 4,7% em comparação a maio de 2025. No acumulado de 12 meses, o crescimento é de 2,0% no volume de vendas e de 4,8% na receita.
Esses dados evidenciam que, embora o comércio sergipano esteja enfrentando uma queda nas vendas em volume, o valor monetário movimentado continua em ascensão. Esse fenômeno pode estar associado a preços mais altos ou a mudanças nos padrões de consumo, enquanto o estado busca acompanhar o ritmo de recuperação observado em outras partes do país.
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