Os três países que recebem a Copa do Mundo de 2026 não conseguiram levar suas seleções além das oitavas de final. A eliminação dos Estados Unidos por 4 a 1 diante da Bélgica, nesta segunda-feira (06/07), completou a série de quedas que já incluía Canadá e México. É a segunda vez consecutiva que os norte-americanos esbarram nos belgas na fase de mata-mata, repetindo o roteiro de 2014.
Dois dias antes, no sábado (04/07), o Canadá foi superado pelo Marrocos por 3 a 0, resultado que interrompeu a empolgação da torcida local em Toronto e Vancouver. No domingo (05/07), foi a vez de o México se despedir: a seleção caiu por 3 a 2 diante da Inglaterra, em partida marcada por ritmo intenso e viradas no placar.
Com as derrotas em sequência, o Mundial de três sedes perde o ingrediente caseiro para sua reta decisiva. Mesmo sem representantes locais, a competição segue até 19 de julho, data da grande final, e promete confrontos de alto nível entre algumas das seleções que mais encantaram na primeira fase.
No momento, seis equipes já asseguraram presença nas quartas de final: Marrocos, França, Noruega, Inglaterra, Espanha e Bélgica. A definição das duas vagas restantes ocorre nesta terça-feira (07/07). No primeiro duelo do dia, Argentina e Egito medem forças em busca de um lugar entre as oito melhores. Logo depois, Suíça e Colômbia travam batalha equilibrada para completar o chaveamento.
As vitórias de Marrocos e Bélgica confirmam o bom momento das seleções que quebraram barreiras em Copas recentes: os marroquinos foram semifinalistas em 2022, enquanto os belgas atingiram o terceiro lugar em 2018. Ingleses e espanhóis, por sua vez, mostram regularidade com elencos repletos de jovens talentos, e a França mantém o status de favorita graças ao poder ofensivo que lhe rendeu o vice-campeonato quatro anos atrás.
Apesar da frustração dos anfitriões com a saída precoce, o torneio mantém estádios lotados e audiência elevada. A multiculturalidade das arquibancadas, reforçada pelo fato de os jogos estarem distribuídos entre cidades canadenses, mexicanas e norte-americanas, segue como um dos pontos altos desta edição. A FIFA já celebra o sucesso de público e logística, mesmo sem times da casa nas fases finais.
Para a CONCACAF, a perspectiva é de lições importantes a partir das eliminações. As três federações nacionais deverão avaliar ajustes técnicos e de base, especialmente pela proximidade do ciclo de 2030. Enquanto isso, as seleções que continuam vivas se preparam para um mata-mata que promete equilíbrio e emoções até o último minuto.
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