Educação


Sintufs denuncia UFS de descumprir protocolos de biossegurança


Publicado 10 de junho de 2021 às 09:33     Por Fernanda Sales     Foto Arquivo / Seduc

O Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores Técnico-administrativos da Universidade Federal de Sergipe (UFS), levantou uma série de denúncias contra a Administração da Universidade, na última segunda-feira (7). Segundo o sindicato, a UFS vem descumprindo o próprio Protocolo de Biossegurança que foi formulado em julho de 2020 e reformulado em março de 2021.

Em nota, a coordenação do Sintufs aponta irregularidades quanto ao encaminhamento do pessoal que testou positivo para a covid-19, o desrespeito às regras de distanciamento social, o descumprimento do revezamento para serviços essenciais e presenciais, dentre outros aspectos igualmente preocupantes.

“Nas últimas semanas houve testagem em massa dos terceirizados na UFS, com um alto número de trabalhadores e trabalhadoras testando positivamente. Apesar disso, as informações recebidas pelo Sintufs dão conta de que não houve orientação para que os mesmos buscassem uma unidade de saúde. Apenas uma comunicação oral para que ficassem 7 dias em casa e retornassem após este período, sem nenhuma nova testagem que comprovasse se ainda havia risco de contaminação dos colegas”, destaca a nota do Sintufs.

Ainda de acordo com o Sintufs, segundo dados da Infraufs, cerca de 25% das trabalhadoras e trabalhadores terceirizados em atividade presencial que testaram para a covid-19 apresentaram resultado positivo desde o início da pandemia.

O sindicato exige mais informações sobre o controle – ou ausência deste – de pessoal que está em trabalho presencial. “A UFS é uma das principais referências no estado de Sergipe no combate à COVID. É preciso, porém, que isso se estenda a toda a comunidade acadêmica, sem exceções”, finalizou.

Resposta da UFS
Em nota enviada ao AjuNews, nesta quinta-feira (10), a Universidade Federal de Sergipe (UFS) esclareceu que cumpre as orientações dos órgãos de saúde, como Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde e que “possui um Protocolo de Biossegurança, que estabelece medidas de prevenção e controle dos riscos de transmissão do novo coronavírus para a execução de atividades presenciais nos campi da instituição”.

Ainda segundo a UFS, o protocolo estabelece que os trabalhadores da UFS, sejam eles servidores efetivos ou prestadores de serviço, têm acesso a álcool em gel disponibilizado nos corredores e entrada de todos os prédios da instituição, bem como são orientados quanto ao uso obrigatório da máscara.

A universidade afirmou ainda que os servidores participam de programa de testagem para detecção do novo coronavírus, seja por solicitação em casos suspeitos ou em ações internas e citou a última ação, realizada em 25 de maio. “Dos 356 trabalhadores contratados testados, 81 testaram positivo para o vírus, o que representa 25% da testagem. A partir de então, todos estes trabalhadores receberam a documentação informando do resultado do teste, bem como das medidas que deveriam tomar para evitar a propagação da doença, receberam a orientação quanto ao tempo que deveriam ficar isolados – 10 dias, conforme orientação do Ministério da Saúde – e já entraram para programa de monitoramento da instituição, chamado de UFS Monitora.

Esse monitoramento, segundo a UFS, é realizado por uma equipe multidisciplinar, composta por três enfermeiras, duas auxiliares de enfermagem, duas médicas e uma psicóloga. Em casos assintomáticos para a covid-19, o monitoramento é realizado pela equipe de enfermagem e o trabalhador que apresenta sintomas é direcionado para uma das médicas. E, se precisar, para o apoio psicológico. Em situação de agravamento dos sintomas da infecção, o paciente é orientado a buscar uma unidade de saúde com brevidade para o devido atendimento.

A UFS também divulgou que os trabalhadores contratados que estão executando suas atividades presenciais foram divididos igualmente em dois turnos de trabalho, sendo 50% deles para a manhã e 50% para a tarde. Além disso, os que se enquadravam entre os grupos de risco estão afastados ou trabalhando de forma remota, caso a atividade permita.



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