Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 39 anos, voltou a aparecer no noticiário nacional após ter sido localizada na noite de sábado, 04/07, em Belo Horizonte. A ex-companheira do goleiro Bruno Fernandes estava sendo procurada desde a manhã de quinta-feira, 02/07, quando deixou os filhos na casa da mãe e não retornou mais. Familiares registraram o desaparecimento no mesmo dia, levantando preocupação sobre o paradeiro da mineira.
Conhecida desde 2010, quando o assassinato de Eliza Samúdio ganhou repercussão em todo o país, Dayanne foi peça-chave nas investigações que culminaram na condenação do então goleiro do Flamengo. Na ocasião, ela chegou a responder por sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho da modelo com Bruno, mas foi absolvida em 2013 pelo Tribunal do Júri. Os jurados entenderam que ela teria sido coagida a cuidar da criança no sítio de Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Bruno Fernandes recebeu pena de 22 anos e três meses de prisão pelos crimes de homicídio, sequestro e ocultação de cadáver relacionados ao caso Samúdio. Mesmo depois da absolvição, Dayanne manteve distância dos holofotes, reconstruindo a vida ao lado do marido e dos quatro filhos. O sumiço repentino, portanto, mobilizou parentes e amigos, que passaram a buscar pistas sobre o que poderia ter ocorrido.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou que a mulher foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e conduzida a um hospital da capital mineira para avaliação médica. Em nota, a corporação limitou-se a reforçar que a investigação segue em sigilo:
“A PCMG apura as circunstâncias do fato e não divulga estado de saúde de pessoas.”
Segundo familiares, o marido de Dayanne encontrou cartas na residência do casal logo após o desaparecimento. Em uma delas, datada de 02/07, ela relatou que estaria recebendo ameaças de agiotas e pediu proteção às autoridades para seus parentes. O documento também manifestava o desejo de que as filhas permanecessem com a avó materna e os filhos, sob a guarda do pai, caso algo lhe acontecesse.
Ainda não há confirmação oficial sobre o teor das supostas ameaças nem detalhes sobre o estado clínico da ex-esposa do jogador. Investigadores pretendem ouvir parentes, amigos e pessoas citadas nas cartas para esclarecer os motivos que levaram ao desaparecimento. Até a última atualização, não havia previsão de pronunciamento público de Dayanne, que continua sob cuidados médicos.
A reaparição encerrou três dias de incertezas, mas abriu nova frente de questionamentos sobre segurança e pressões financeiras que, segundo a própria Dayanne, vinham se acumulando. Autoridades reforçam que qualquer informação relacionada ao paradeiro de suspeitos ou à origem das ameaças pode ser repassada de forma anônima. O caso segue em investigação.
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