HOJE, 19 de julho, o MetLife Stadium, em East Rutherford, será palco de uma história que extrapola as quatro linhas. De um lado, Luis de la Fuente; do outro, Lionel Scaloni. Os dois técnicos conduziram Espanha e Argentina até a final da Copa do Mundo de 2026 e, agora, reativam uma relação que começou há quase uma década, quando o espanhol foi instrutor do argentino no curso de treinadores realizado em 2017.
As trajetórias de ambos correm em paralelo. Scaloni viveu por quase dez anos no futebol espanhol — defendeu Deportivo La Coruña, Racing de Santander e Mallorca —, casou-se com a espanhola Elisa Montero e manteve residência nas Ilhas Baleares. De la Fuente, por sua vez, consolidou carreira nas categorias de base da Real Federação Espanhola de Futebol, onde ergueu a Euro Sub-19 de 2015 e a Sub-21 de 2019, lapidando boa parte da geração que levou o país ao título da Euro 2024.
O reencontro tem clima de respeito, mas nenhum dos dois esconde o desejo de levantar a taça máxima do futebol. Após eliminar a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal, Scaloni relembrou a importância do antigo professor:
“Além de tê-lo como instrutor no meu curso, sempre admirei a acessibilidade e a personalidade dele. O destino quis que a gente se encontrasse novamente, agora em uma final”
Ainda cercado de desconfiança quando assumiu a seleção em 2018, o argentino empilhou conquistas: Copa América 2021, Finalíssima 2022 e a Copa do Mundo 2022. Do outro lado, De la Fuente enfrentará Scaloni pela primeira vez depois de levar a Espanha aos títulos da Liga das Nações 2023 e da Euro 2024, quebrando um jejum de grandes troféus que se arrastava desde 2012.
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O técnico espanhol também brincou com o passado comum quando questionado sobre o rival:
“Ele enfrentou críticas no início, alguns diziam que lhe faltava experiência, mas teve o ‘azar’ de ser campeão da América e do mundo”
Em tom cordial, Scaloni já deixou claro que, apesar dos laços familiares com a Espanha, a prioridade é levar mais uma estrela para o escudo albiceleste:
“Todos sabem que moro na Espanha e tenho família espanhola. Mas HOJE faremos tudo para vencê-los”
Para além das narrativas, o duelo destaca abordagens táticas modernas. A Espanha chega apoiada na posse de bola envolvente e na dinâmica de meio-campo comandada por Fabián Ruiz e Dani Olmo. A Argentina aposta na solidez defensiva de Cristian Romero e na inspiração de Lionel Messi, que busca encerrar a carreira em Copas com mais um título.
Com casas lotadas e expectativa recorde de audiência global, a final deste domingo promete ser mais do que um jogo: é o encontro de professor e aluno que, cada qual à sua maneira, despertou gigantes adormecidos e redefiniu o rumo de suas seleções. Quando a bola rolar, somente um manterá a trajetória perfeita; o outro ficará marcado como obstáculo final na jornada vitoriosa do adversário. Quem leva a melhor? A resposta sai HOJE, em Nova York.
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