A tradição de mais de seis décadas permaneceu intacta HOJE, 19/07, em Nova Jersey. A Argentina, que buscava repetir o feito alcançado pelo Brasil em 1958 e 1962, foi superada pela Espanha por 1 a 0 na final da Copa do Mundo de 2026. O gol de Ferran Torres, marcado no segundo tempo da prorrogação, definiu um jogo tenso, de poucas chances claras, e acabou confirmando o segundo troféu mundial do futebol espanhol.
Na prática, o resultado dos espanhóis conserva uma das marcas mais emblemáticas do torneio: o Brasil segue como a última seleção a erguer dois títulos consecutivos. A equipe de Pelé, Garrincha e companhia venceu a Suécia por 5 a 2 em 1958, na casa do adversário, e repetiu a dose quatro anos depois, no Chile, com 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia. Desde então, ninguém mais conseguiu triunfar em edições seguidas dentro do calendário regular da competição.
A Itália havia conquistado os Mundiais de 1934 e 1938, mas o intervalo imposto pela Segunda Guerra Mundial deixa o Brasil como o único bicampeão consecutivo na era de disputas ininterruptas. A façanha resistiu a seleções fortíssimas, como Alemanha e França, e mais recentemente voltou a ser ameaçada pela Argentina, campeã no Catar, em 2022.
Em 2026, a seleção comandada por Lionel Scaloni chegou à decisão amparada por atuações dramáticas nos mata-matas, com viradas e decisões nos pênaltis, muito impulsionada pelas defesas de Emiliano Martínez. Na final, porém, os argentinos encontraram uma Espanha segura na posse de bola, que trabalhou as jogadas com paciência até encontrar o brecha decisiva na prorrogação.
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O jogo lembrou a consagração espanhola de 2010, quando Andrés Iniesta marcou o gol do título também no tempo extra. Desta vez, coube a Ferran Torres aproveitar cruzamento de Nico Williams para vencer Martínez e silenciar a maioria sul-americana presente no Estádio MetLife.
Sem o bicampeonato, a Argentina ficará, no mínimo, mais quatro anos à espera de nova oportunidade para igualar o recorde brasileiro. Já a Espanha celebra não apenas o segundo título, mas também a consolidação de uma geração que sucedeu a era iniciada com o triunfo de 2010.
Para o futebol brasileiro, o desfecho renova o sabor histórico de um feito alcançado ainda na fase pioneira das Copas. A manutenção desse marco reforça a importância dos ciclos de 1958 e 1962, que até hoje são lembrados como o auge do talento verde-amarelo nos gramados internacionais.
Enquanto isso, torcedores e analistas continuam a debater se alguma seleção moderna conseguirá, no futuro, repetir a sequência vitoriosa do Brasil. Por ora, o recorde permanece firme, sustentado por mais um revés de quem ousou desafiar a história.
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