A seleção brasileira voltou a se despedir precocemente de uma Copa do Mundo. Na tarde deste domingo, 05/07, o Brasil foi superado pela Noruega por 2 a 1 nas oitavas de final, aumentando para seis o número de eliminações consecutivas diante de rivais europeus em fases de mata-mata do torneio. O tropeço reacende um tabu que já dura 24 anos: desde o título de 2002, o time verde-amarelo não consegue derrotar uma equipe do Velho Continente em confrontos eliminatórios.
O roteiro deste domingo não fugiu ao padrão que vem se repetindo desde 2006. Apesar de ter criado mais oportunidades, a equipe canarinho voltou a esbarrar na eficiência adversária. O atacante Erling Haaland, discreto durante boa parte do duelo, foi decisivo quando teve espaço. Ele marcou os dois gols noruegueses em lances de puro oportunismo, colocando o Brasil novamente na incômoda posição de correr atrás do placar.
O técnico brasileiro recorreu a Neymar, que chegou a este Mundial em fase de recuperação física. O camisa 10 entrou no segundo tempo e, já nos acréscimos, converteu pênalti que diminuiu a desvantagem. A reação, porém, parou por aí. Com o apito final, confirmou-se mais uma queda diante de um europeu, ampliando uma série negativa que começou há duas décadas.
Depois do pentacampeonato conquistado sobre a Alemanha em Yokohama, em 2002, o Brasil enfrentou europeus cinco vezes em mata-mata antes do jogo com a Noruega. Perdeu para França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018) e Croácia (2022). Agora, soma-se a Noruega (2026) à lista, completando meia dúzia de tropeços seguidos.
Além do histórico recente, o resultado traz consequências práticas. O sonho do hexacampeonato, novamente adiado, obrigará a Confederação Brasileira de Futebol a avaliar trabalho, elenco e planejamento olímpico, pois muitos atletas que estavam na vitrine deste Mundial ainda devem defender a seleção nas próximas competições internacionais.
No campo estatístico, a derrota revela dois recados. Primeiro, o poder de fogo europeu permanece um obstáculo para o estilo de jogo brasileiro. Segundo, a eficiência, marca registrada de várias seleções do continente, mostrou mais uma vez que posse de bola precisa ser convertida em gols para que o Brasil volte a erguer a taça.
Os torcedores, acostumados a ver a camisa amarela chegar longe, lamentaram nas arquibancadas e nas ruas. Ainda assim, o Mundial segue, agora sem o Brasil, enquanto o futebol nacional começa a planejar a caminhada rumo a 2030.
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