A Seleção Francesa disputará a última rodada do Grupo I da Copa do Mundo de 2026 sem a presença de seu treinador. Em comunicado divulgado em 23/06, a Federação Francesa de Futebol (FFF) confirmou que Didier Deschamps deixará a concentração em Waltham, Massachusetts, para acompanhar o funeral de sua mãe, falecida na manhã de terça-feira. A partida contra a Noruega está marcada para sexta-feira, 26/06, e vale a liderança da chave.
Com a ausência do comandante bicampeão mundial como jogador (1998) e técnico (2018), o auxiliar Guy Stéphan assume os treinos e a beira do gramado. Experiente, Stéphan trabalha ao lado de Deschamps desde 2012 e já dirigiu sessões táticas nesta quarta-feira, 24/06, priorizando a manutenção do padrão de jogo que levou a equipe aos 6 pontos conquistados até aqui.
“Didier Deschamps não poderá comandar os treinos antes da partida entre Noruega e França. Tampouco estará no banco de reservas na sexta-feira. O técnico recebeu a triste notícia do falecimento de sua mãe nesta manhã e retornará à França para comparecer ao funeral”, informou a FFF.
Mesmo classificada para os 16-avos de final, a França ainda precisa de um empate para assegurar o primeiro lugar do grupo. Os Bleus lideram a tabela com saldo de gols superior ao da própria Noruega, que também soma 6 pontos. Senegal, terceiro colocado, e Iraque, quarto, seguem sem pontuar e já não alcançam a dupla da ponta.
A saída de Deschamps, embora temporária, gera debates sobre o impacto emocional no elenco. Jogadores como Kylian Mbappé e Antoine Griezmann receberam permissão para conversar brevemente com o treinador por videochamada antes do voo de retorno. Integrantes da comissão técnica relatam ambiente de solidariedade no centro de treinamento.
Preços vistos na Amazon em 12/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Analistas esportivos lembram que a França vive situação semelhante à de 2014, quando Paul Pogba perdeu um familiar às vésperas de um jogo decisivo e o grupo respondeu com vitória. Guy Stéphan, na época também auxiliar, comandou sessões fechadas para proteger o vestiário de pressões externas. Agora, a estratégia se repete: portões fechados e foco nos ajustes finos, especialmente nas bolas paradas defensivas, setor que a Noruega explora bem com a estatura de seus atacantes.
Do lado norueguês, o técnico Ståle Solbakken afirmou que a notícia “não muda a preparação”, mas reconheceu o peso simbólico da ausência de Deschamps. A seleção escandinava tem a chance de terminar na liderança pela primeira vez em fases de grupos de Mundial.
Deschamps deve se reapresentar ao grupo logo após o funeral. Caso o cronograma seja mantido, ele reencontrará o elenco já no CT de Waltham durante o fim de semana, iniciando os preparativos para o mata-mata. Até lá, os Bleus confiam no entrosamento do plantel e na experiência de Stéphan para garantir, ao menos, o ponto necessário diante dos noruegueses.
A partida entre França e Noruega começa às 16h (horário de Brasília) de 26/06, no Gillette Stadium, em Foxborough, e deve ter casa cheia. A FIFA espera mais de 65 mil torcedores, sinal de que, mesmo sem Deschamps à beira do campo, a atração de ver a atual campeã mundial segue inabalável.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.








