A consultoria Nexus divulga nesta terça-feira (7) o Índice de Relevância nas Redes (IR²), revelando que 52,3% de todo o engajamento obtido pelos deputados federais mais seguidos pertence a cinco nomes classificados como de direita. O levantamento cobre o período de 1º de fevereiro a 30 de abril de 2026 e considera as contas oficiais de cada parlamentar em Instagram, X, Facebook, YouTube e TikTok.
Foram avaliados 15 deputados — cinco de direita, cinco de centro e cinco de esquerda — que, juntos, publicaram 8.595 conteúdos e geraram 865 milhões de interações. A média geral chega a 100,6 mil reações por postagem, mas o grupo de direita se destaca com 137 mil interações por publicação, enquanto o centro responde por 27,1% das reações e a esquerda, por 20,3%.
No topo do ranking está Nikolas Ferreira (PL-MG), que alcançou 80,29 pontos em uma escala de 0 a 100, mais que o dobro do segundo colocado, Fábio Teruel (MDB-SP), com 35,92. Completam as primeiras posições Gustavo Gayer (PL-GO), 25,81; Erika Hilton (PSOL-SP), 22,13; e André Janones (Rede-MG), 18,23.
O IR² combina quatro critérios: frequência de publicações, volume de interações, quantidade de seguidores e média de interações por post. A nota máxima reflete o melhor desempenho encontrado em cada plataforma durante o período analisado.
“Scores elevados indicam liderança relativa dentro do grupo avaliado”
No YouTube, a direita obtém média de 204 mil interações por vídeo, ante 38 mil do centro e apenas 5 mil da esquerda. Já no X, a diferença diminui: esquerda alcança 107 mil e direita, 99 mil reações por tuíte — impulsionada, de um lado, por debates sobre direitos civis e, de outro, por críticas ao governo federal.
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Entre os perfis de centro, Fábio Teruel sobressai ao combinar mensagens religiosas e conteúdo motivacional, atraindo alta audiência, principalmente no Facebook. No mesmo segmento, Tiririca (PSD-SP) mantém boa performance em TikTok e Instagram com humor, ao passo que Delegado Palumbo (Podemos-SP) atrai seguidores interessados em segurança pública.
Do lado esquerdo do espectro, Erika Hilton chama atenção pelo engajamento gerado em pautas de diversidade, transfobia e direitos trabalhistas, enquanto André Janones aposta em denúncias rápidas e chamadas de ação com termos como “urgente” e “compartilhe”.
Os números reforçam a importância da adequação de formato e linguagem a cada rede social. Nikolas Ferreira, por exemplo, concentra 184 milhões de interações no trimestre, média de 326 mil por publicação, mesmo com menor frequência de posts no Instagram. Seus conteúdos priorizam críticas ao governo federal, discussões sobre temas morais e denúncias de perseguição institucional.
“O desempenho de parlamentares tão diversos mostra que qualquer tema pode ganhar escala quando encontra o público certo e o formato ideal”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
A consultoria observa ainda que, no YouTube, vídeos de embate institucional geram as maiores médias de interação, enquanto no Instagram e no TikTok sobressaem clipes curtos, com forte apelo emocional ou humorístico.
Ao final, a Nexus conclui que a direita é o segmento que melhor converte sua base de seguidores em engajamento, mas o estudo também destaca que estratégias orientadas por nichos — religião, segurança pública, diversidade ou humor — podem nivelar a disputa em determinadas plataformas.
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