Abelardo De La Espriella conquistou a presidência da Colômbia com 49,66% dos votos. O advogado promete combate ao crime, corte de impostos e redução do Estado em 40%.
O advogado Abelardo De La Espriella, identificado com posições de direita, conquistou a Presidência da Colômbia em uma disputa acirrada realizada no domingo, 21 de junho. A contagem preliminar do Registro Civil Nacional atribuiu ao vencedor 49,66% dos votos, contra 48,7% do senador Iván Cepeda, diferença que corresponde a cerca de 250 mil sufrágios.
A vitória foi construída sobre um programa que promete endurecer o combate ao crime, revitalizar a economia e reduzir o tamanho do Estado em até 40%. O plano inclui ainda impulsionar a exploração de petróleo e gás, diminuir impostos e encerrar negociações com grupos armados. Mesmo assim, o presidente eleito afirmou que deverá manter o aumento de 23% do salário mínimo concedido pelo governo anterior.
“Governarei para todos os colombianos, tanto para aqueles que votaram em mim quanto para aqueles que escolheram o outro candidato”
declarou De La Espriella a apoiadores reunidos em Barranquilla. Ele também celebrou um telefonema de felicitações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia manifestado apoio público durante a campanha.
Do outro lado, Iván Cepeda, de 63 anos, prometia continuidade às políticas sociais do atual mandatário Gustavo Petro, incluindo aposentadoria estatal para famílias de baixa renda, reforma trabalhista pró-sindicatos, moratória a novos projetos petrolíferos e prosseguimento das conversas de paz com grupos armados. Cepeda não reconheceu o resultado preliminar e informou que solicitará a revisão de cerca de 33 mil urnas das 122 mil apuradas.
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“Estamos abertos ao diálogo e a acordos, desde que respeitem conquistas históricas que beneficiam a nação”,
afirmou o senador em Bogotá.
A eleição mobilizou mais de 26,3 milhões de eleitores dos 41,4 milhões aptos ao voto. Segundo a autoridade eleitoral, aproximadamente 427 mil cédulas foram entregues em branco, número interpretado como voto de protesto.
No legislativo, o cenário é de fragmentação. O Pacto Histórico, bloco de Cepeda, é a maior força tanto no Senado quanto na Câmara, mas não detém maioria absoluta, o que exigirá do futuro governo capacidade de articulação para aprovar reformas. Especialistas avaliam que a margem estreita de vitória forçará De La Espriella a negociar e possivelmente moderar algumas propostas.
Entidades empresariais, como a Câmara de Comércio Colombo-Americana, além de associações dos setores de mineração e bancário, divulgaram notas de congratulação ao presidente eleito. Nas zonas de classe média e alta de Bogotá e Medellín, apoiadores saíram às ruas com buzinaços e fogos de artifício.
Apesar de apresentar-se como empresário bem-sucedido, investigações jornalísticas locais apontam que vários empreendimentos ligados a De La Espriella foram dissolvidos ou registraram prejuízo em 2024, restando seu escritório de advocacia como principal fonte de receita. O novo chefe do Executivo, no entanto, classificou a vitória como “uma mudança após quatro anos perdidos, sem rumo claro”, frase endossada por simpatizantes.
Com a conclusão da apuração oficial prevista para os próximos dias, a Colômbia aguarda confirmação definitiva dos números para iniciar o processo de transição presidencial.
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